Medida visa atender famílias de baixa renda
Com o objetivo de ampliar o acesso das famílias de baixa renda à casa própria, o governo Lula, através do Ministério das Cidades, ampliou os recursos para o Programa Minha Casa, Minha vida.
Na quinta-feira (10), o Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) aprovou uma suplementação de R$ 500 milhões sobre a verba de R$ 12,5 bilhões de 2026, ampliando o subsídio do programa Minha Casa, Minha Vida na faixa 1 e 2, das famílias com renda de até R$ 5 mil por mês para R$ 13 bilhões.
O subsídio funciona como um desconto direto concedido pelo governo federal para reduzir o valor necessário para dar a entrada na compra do imóvel. Pode chegar a até R$ 55.000 (e até R$ 65.000 em áreas específicas das regiões Norte e Nordeste, dependendo do perfil social e da cidade). O valor não precisa ser devolvido ao fundo, ele serve para ajudar o beneficiário a pagar o imóvel.
As Faixas 1 e 2 contam com as menores taxas de juros do mercado e os maiores subsídios. O valor exato dos benefícios varia conforme a sua renda e a região do país.
| Faixa de Renda | Região Norte e Nordeste | Demais Regiões (Sul, SE, CO) |
| Faixa 1 (Renda até R$ 3.200) | A partir de 4,00% ao ano | A partir de 4,25% ao ano |
| Faixa 2 (Renda até R$ 5.000) | Entre 4,75% e 6,50% ao ano | Entre 5,25% e 7,00% ao ano |
O valor máximo é liberado para quem está no limite inferior de renda (Faixa 1) e diminui progressivamente conforme a renda familiar aumenta em direção ao teto da Faixa 2.
Famílias de curtíssima renda na Faixa 1 que recebem o Bolsa Família ou o BPC possuem direito à isenção total das parcelas, recebendo o imóvel totalmente quitado, conforme a Caixa Econômica Federal (CEF).
Os outros orçamentos do fundo para o ano, não tiveram alteração e foram mantidos em R$ 144,5 bilhões para habitação; R$ 8 bilhões para saneamento; R$ 8 bilhões para infraestrutura; e R$ 8,5 bilhões para saúde.











