Governo Lula cria mais de 10 milhões de empregos com carteira desde 2023

(Foto: Agência Brasil)

RAIS de junho demonstra crescimento de 2,46 milhões de vínculos apenas em 2026 

O mercado de trabalho com carteira assinada no Brasil ganhou 10,1 milhões de novos postos desde janeiro de 2023, início do terceiro mandato do presidente Lula. O crescimento do trabalho formal, percentualmente, foi de 19,1%, levando o estoque de empregos formais a 62,9 milhões em junho de 2026. Os dados, divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, são da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS), apresentados nesta quinta-feira (13) pelo ministro Luiz Marinho e pelo próprio presidente Lula.

O combate ao desemprego é a das grandes bandeiras de todos os mandatos de Lula e os dados foram apresentados como um dos principais resultados econômicos e políticos do atual mandato. Apenas no primeiro semestre deste ano, foram abertas 2,46 milhões de vagas, um crescimento de 4,1%.

Ao comentar os números, Lula destacou que, somados os empregos gerados no mandato anterior e no atual, o país chega a cerca de 32 milhões de novos postos de trabalho. “Não houve no nosso mandato nenhum ano em que o desemprego foi maior que a geração de emprego”, afirmou o presidente. 

A expansão também é acompanhada por uma mudança na composição do mercado de trabalho. Dos 10,1 milhões de novos vínculos registrados desde 2023, 94% são ocupados por trabalhadores com ensino médio completo ou escolaridade superior. Para Lula, o avanço da qualificação abre espaço para valorização dos salários.

O crescimento do emprego foi puxado principalmente pelo setor de serviços, que gerou 8,45 milhões de postos de trabalho no período, um crescimento de 28,3%. O setor de serviços passou a empregar 60,8% dos empregados com carteira assinada, ante 56,5% no início de 2023.

O conjunto de atividades formado por administração pública, educação, saúde e serviços sociais foi responsável por um aumento de 6,03 milhões de postos. Já o setor de informação, comunicação, atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas criou 1,5 milhão.

A indústria, embora mais tímida, também ampliou o número de trabalhadores celetistas, com 832 mil novos vínculos – alta de 10%, chegando a 9,15 milhões de empregos formais em junho. A construção cresceu 13,3%, com 357 mil novos postos, enquanto o comércio cresceu em 340 mil.

REGIÕES

O crescimento do emprego também alcançou todas as regiões do país. Em termos proporcionais, os maiores avanços foram registrados em Roraima, Distrito Federal e Amapá. São Paulo foi o estado que mais ampliou o número de vínculos formais em termos absolutos, com 1,64 milhão de novos empregos desde janeiro de 2023. Minas Gerais e Rio de Janeiro aparecem na sequência.

Os dados do Ministério do Trabalho também apontam que a expansão do emprego formal reduziu a distância entre homens e mulheres no mercado de trabalho. O número de vínculos ocupados por mulheres aumentou 25%, com 5,36 milhões de novos registros na RAIS. Assim, as mulheres passaram a representar  46,4% do total de trabalhadores, ante  44,5% no início de 2023. 

Para o ministro Luiz Marinho, os números reforçam a importância da proteção do emprego formal. Durante a apresentação da RAIS, ele defendeu a valorização do trabalho com carteira assinada e afirmou que o governo pretende avançar ainda mais na geração de empregos e na proteção dos trabalhadores.

O crescimento do emprego formal acompanha a queda do desemprego medida pela PNAD Contínua. Segundo o IBGE, a taxa de desocupação no Brasil ficou em 5,4% no trimestre encerrado em junho, o menor nível para um trimestre encerrado em junho desde o início da série histórica, em 2012. A PNAD computa não só os empregos formais, mas todo tipo de ocupação, incluindo trabalhadores informais, por conta própria e subempregados. 

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