Inflação de Bolsonaro foi um desastre e Lula mantém preços sob controle

(Foto: Tânia Rêgo - Agência Brasil)

Inflação de alimentos disparou no governo de Jair Bolsonaro

No governo Bolsonaro encher o carrinho do supermercado foi quase 50% mais caro. Números do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que é o indicador oficial de inflação do país, aponta que a inflação de alimentos subiu em um ritmo muito superior à inflação geral do país, entre 2019 e 2022 – período que foi marcado por aumento expressivo na taxa de desemprego, alta perda na renda dos consumidores e ausência de reajustes no salário mínimo.

Em 2019, o IPCA foi de 4,31%, enquanto o grupo Alimentação e Bebidas ficou em 6,37%. No ano seguinte, o índice geral ficou em 4,52% e a inflação de alimentos disparou 14,09%. Já em 2021, o IPCA disparou para 10,06%, com Alimentação e Bebidas variando em alta de 7,94%. No ano de 2022, o índice de inflação foi de 5,79%, com uma nova disparada nos preços da alimentação, que subiram 11,64% no ano.

Assim, entre 2019 e 2022, a inflação acumulou uma alta de 26,94%, enquanto o grupo de Alimentação e Bebidas disparou para impressionantes 46,24%.

O cenário de inflação no país se inverteu com o retorno de Lula ao Palácio do Planalto. Entre 2023 e agosto de 2026, o IPCA acumulou 17,90%, enquanto Alimentação e Bebidas somou 15,75%.

Em 2023, o IPCA foi de 4,62% e a alimentação ficou em 1,03%. No ano seguinte, o IPCA geral ficou em 4,83%, com a inflação de alimentos atingindo os 7,69%. No ano de 2024, a inflação de alimentos voltou a arrefecer e ficou em 2,95%, abaixo dos 4,26% do índice geral. Em 2026 (até agosto), o IPCA acumula alta de 3,11%, com o grupo alimentação variando em alta de 3,52% no período.

COM BOLSONARO A FOME AVANÇOU

Ante a tempestade combinada de pandemia, choques climáticos e guerra, a postura de Bolsonaro foi de deixar os consumidores brasileiros reféns das flutuações do mercado externo – ou seja, à própria sorte. Na carestia dos alimentos, o desemprego chegou a bater o recorde de 14,7% no primeiro semestre de 2021 e encerrou o ano de 2022 em 9,3%.

Em meio à pior crise sanitária já vista neste país, o dólar nas alturas esvaziava o mercado interno para bater recordes de exportação de commodities, enquanto Bolsonaro chamava de “idiota” quem o criticava pelo seu descaso com o avanço da fome no país e defendia a compra de um pacote de feijão no lugar das armas.

Diferente da postura passiva e calcada na autorregulação do mercado de seu antecessor, Lula retomou os estoques reguladores de alimentos pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Por meio do Plano Safra, o presidente também ampliou o pacote de recursos e a renegociação de dívidas da agricultura familiar – que é responsável por cerca de 70% dos alimentos consumidos no Brasil.

Para fortalecer a segurança alimentar, segurar a alta dos preços e impulsionar o agronegócio brasilero, o governo Lula também reativou e retomou para o Estado fábricas de fertilizantes da Petrobrás que foram postas em hibernação e vendidas nos governos de Temer e Bolsonaro. O Brasil é altamente dependente de fertilizantes estrangeiros, o que também ajuda a encarecer os preços internos dos alimentos.

ANTONIO ROSA

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