Lula diz que Trump “fala mentira”, e trata Milei como “aquela coisa”

Presidente na convenção do PSB (Foto: Reprodução - Instagram)

O presidente Lula afirmou que não irá “baixar a cabeça” para Donald Trump e vai mostrar que o presidente dos Estados Unidos está “falando a mentira” para atacar a soberania do Brasil.

Lula disse que não quer briga com os Estados Unidos. “Eu quero paz e quero derrotá-los na narrativa. Eu quero fazer a guerra da narrativa: quem está falando a verdade ou quem está falando a mentira”, apontou.

Ele ainda comentou que o governo brasileiro teve “que negar o visto para dois jovens que estavam mandando para o Brasil para se intrometer nas eleições brasileiras. Nós negamos o visto”.

Ele se refere à rejeição dos vistos para funcionários que seriam enviados por Donald Trump que viriam xeretar as urnas eletrônicas brasileiras, um dos sistemas de votação e apuração mais seguro e mais avançados do mundo.

Um comunicado do governo dos EUA divulgado na terça-feira (28) volta a evidenciar a motivação política de Donald Trump para atacar o Brasil ao dizer que o governo brasileiro “persegue politicamente” o ex-presidente Jair Bolsonaro e que o Supremo Tribunal Federal (STF) é “promotor de censura”.

No evento do PSB, que confirmou Geraldo Alckmin como candidato a vice na chapa de Lula, o atual presidente chamou de “pataquada” os ataques de Javier Milei, presidente da Argentina, contra autoridades brasileiras.

“Vocês viram a pataquada que fizeram aqui com o presidente da Argentina. Eu não falei nada, porque a minha relação é uma relação de chefe de Estado para chefe de Estado do povo argentino. E não vou ficar trocando coisa com aquela coisa”, disse.

“E não adianta falar bravo, porque eu não vou ficar bravo. O cara fez cara feia, eu faço cara bonita. O cara demonstra ódio, eu demonstro amor”, completou.

O presidente Lula ainda lembrou que Jair Bolsonaro prejudicou o combate à pandemia de Covid-19 no Brasil, divulgando informações falsas e incentivando as pessoas a se contaminarem.

“Veio a Covid, e o SUS finalmente conseguiu ter visibilidade por conta da decência dos médicos, enfermeiros, faxineiros, motoristas, que colocavam a vida em risco para salvar quem estava nas mãos de um homicida chamado Bolsonaro, que foi responsável por mais da metade dos mortos”, afirmou.

Compartilhe

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *