Lula mantém liderança e derrota Flávio por 46% a 41% no 2º turno, aponta Indexa/Broadcast

Brasil se prepara para uma das mais importantes eleições (Foto: Reprodução - Youtube - Lula)

O presidente Lula (PT) segue à frente de Flávio Bolsonaro (PL) na corrida presidencial de 2026. Pesquisa Indexa/Broadcast, divulgada nesta quarta-feira (26), mostra Lula com 46% das intenções de voto contra 41% do senador em eventual segundo turno.

A diferença de 5 pontos é a mesma registrada em julho: Lula permaneceu em 46%, enquanto Flávio oscilou de 39% para 41%, ainda dentro da margem de erro de 2,2 pontos percentuais.

O levantamento, realizado entre 20 e 23 de agosto com 2 mil eleitores. Lula conserva uma base mais sólida entre mulheres, eleitores de menor renda e moradores do Norte e Nordeste.

Flávio, por sua vez, apresenta vantagem entre homens, evangélicos e eleitores do Sul e Centro-Oeste.

SEGUNDO TURNO

Na simulação contra Flávio, Lula tem 46%, ante 41%. Outros 6% afirmam que não votarão, 5% escolheriam branco ou nulo e 2% permanecem indecisos ou não sabem.

O presidente também vence os demais adversários testados. Contra Romeu Zema (Novo), marca 45% a 34%; diante de Ronaldo Caiado (PSD), 44% a 38%; e contra Renan Santos (Missão), 46% a 34%. Em todos esses cenários, portanto, Lula aparece numericamente na frente.

Fonte: Index/Broadcast

Segundo o Indexa, parte da recuperação de Flávio ocorreu depois de fase em que ele perdeu apoio sem que esses eleitores migrassem diretamente para outros candidatos da direita. Muitos haviam passado para a indecisão.

ELEIÇÃO DIVIDIDA POR PERFIS

Lula alcança 51% entre as mulheres, contra 36% de Flávio. Entre os homens, o cenário se inverte: o senador tem 47%, contra 40% do petista.

A diferença é ainda mais expressiva por renda. Entre eleitores que recebem de 1 a 2 salários mínimos, Lula chega a 54%, contra 32% de Flávio. Já nas faixas de 2 a 5 salários mínimos e acima de 5 salários, o candidato do PL aparece à frente, por 46% a 42%.

A religião também permanece como uma das principais linhas de fratura da disputa. Flávio alcança 54% entre os evangélicos, contra 33% de Lula. Entre católicos, porém, Lula lidera por 50% a 38%; entre eleitores sem religião, a vantagem do petista é de 51% a 32%.

Regionalmente, Lula abre larga vantagem no Nordeste, onde marca 59%, contra 31% de Flávio. No Norte, o placar é de 46% a 40%. Flávio lidera no Sul, por 54% a 34%, e no Centro-Oeste, por 50% a 38%. No Sudeste, a disputa é praticamente empatada: 43% para Flávio e 42% para Lula.

PRIMEIRO TURNO

Na simulação de primeiro turno, Lula também lidera, com 39%, contra 34% de Flávio. Ronaldo Caiado aparece com 5%, Renan Santos com 4%, enquanto Zema e Augusto Cury registram 1% cada. Há ainda 6% de indecisos, 6% de votos brancos ou nulos e 4% que afirmam que não votarão.

O resultado representa, porém, mudança importante em relação a julho. Lula caiu de 41% para 39%, oscilação dentro da margem de erro, enquanto Flávio avançou de 30% para 34%. Assim, a diferença no primeiro turno também ficou em 5 pontos.

Fonte: Indez/Broadcast

Num cenário que inclui Pablo Marçal (PRTB), que está inelegível, Lula mantém 39%, e Flávio aparece com 33%. Caiado tem 5%, Renan Santos, 4%, Marçal, 2%, e Zema, 1%.

VOTO MAIS CONSOLIDADO

A pesquisa indica que a eleição já entrou numa fase de elevada cristalização. Para 77% dos entrevistados, a escolha presidencial está definida; apenas 19% admitem que ainda podem mudar de voto.

Entre os lulistas, 81% dizem estar decididos. Entre os eleitores bolsonaristas, o índice é de 80%. O dado sugere que a parcela efetivamente disponível para mudanças existe, mas é menor do que a observada em fases anteriores da disputa.

A rejeição, por sua vez, permanece elevada e praticamente igual para os 2 principais candidatos: 49% dizem que jamais votariam em Lula e o mesmo percentual afirma que jamais votaria em Flávio. Lula tem 38% de voto considerado certo, contra 34% de Flávio; outros 10% dizem que poderiam votar no petista e 13% admitem votar no senador.

RENAN SANTOS

O candidato do Missão saltou de 20% para 42% entre aqueles que dizem que poderiam votar nele.

Ao mesmo tempo, a rejeição dele caiu de 40% para 30%, enquanto o percentual dos que afirmam não conhecê-lo suficientemente recuou de 32% para 19%.

O avanço, entretanto, ainda não se traduz em competitividade nacional equivalente. Num segundo turno contra Lula, Santos perde por 46% a 34%. Regionalmente, porém, há dado expressivo: no Sul, ele chega a 48%, contra 33% de Lula.

Metodologia: a pesquisa Indexa/Broadcast ouviu 2 mil eleitores entre 20 e 23 de agosto, por telefone, com questionário estruturado. O nível de confiança é de 95%, e a margem de erro é de 2,2 pontos percentuais. O levantamento está registrado no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-06366/2026.

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