Presidente está à frente por 47% a 44% no segundo turno; no primeiro, lidera por 41% a 36%
Pesquisa BTG/Nexus, divulgada nesta segunda-feira (17), mostra o presidente com 47% das intenções de voto, contra 44% do senador.
Mais significativo que a fotografia é a estabilidade: os mesmos percentuais já haviam sido registrados na rodada anterior, divulgada em 10 de agosto.
ESTABILIDADE NO TOPO
O levantamento, realizado pelo instituto Nexus em parceria com o BTG Pactual, ouviu 2.003 eleitores por telefone entre 14 e 16 de agosto, em todas as 27 unidades da Federação.
A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR-03317/2026.
O resultado confirma tendência que vem aparecendo em diferentes levantamentos: a eleição começa oficialmente com Lula numericamente à frente.
No primeiro turno, o presidente aparece com 41%, oscilando 1 ponto para cima em relação à rodada anterior. Flávio também avançou 1 ponto, de 35% para 36%. Ronaldo Caiado (PSD) tem 5%, Renan Santos (Missão), 4%, e Romeu Zema (Novo), 4%.
Na pesquisa espontânea, na qual os nomes não são apresentados aos entrevistados, Lula chega a 38%, ante 29% de Flávio.
A distância de 9 pontos é maior do que a observada na pesquisa estimulada, sinalizando que o presidente permanece mais presente na memória eleitoral espontânea, embora o senador tenha consolidado eleitorado expressivo.
DADO MAIS IMPORTANTE É A CONSOLIDAÇÃO
Há outro número relevante no levantamento: 78% dos eleitores que declararam preferência por algum candidato no primeiro turno dizem que a decisão já está tomada e não deve mudar até a eleição.
É o maior índice de voto consolidado registrado pela série histórica da Nexus, acima dos 74% da rodada anterior. Apenas 20% admitem que ainda podem mudar de escolha.
A fidelidade é ainda maior nos 2 polos. Entre os eleitores de Lula, 86% dizem estar decididos. Entre os de Flávio, são 82%. Quando considerados os eleitores que se identificam fortemente com lulismo e bolsonarismo, os índices sobem, respectivamente, para 87% e 88%.
O quadro sugere que a disputa não será definida apenas pela capacidade de cada candidato ampliar a própria base eleitoral, mas também pela mobilização de eleitores menos identificados com os 2 campos e pela capacidade de transformar intenção declarada em comparecimento às urnas.
REJEIÇÃO CONTINUA
A pesquisa também evidencia o peso da rejeição. Flávio é rejeitado por 50% dos entrevistados, enquanto Lula registra 48%. São índices elevados para ambos os principais concorrentes e que ajudam a explicar porque a diferença no segundo turno permanece estreita.
A avaliação do governo Lula aparece igualmente dividida: 47% aprovam a gestão e 48% desaprovam. Para 34%, o governo é ótimo ou bom; para 42%, ruim ou péssimo.
O resultado mostra, portanto, eleição em que nenhum dos 2 candidatos chega ao início oficial da campanha com posição confortável. Lula tem vantagem numérica no primeiro turno e em todos os cenários de segundo turno testados pela pesquisa, mas a rejeição elevada dele e a proximidade com Flávio limitam a margem de segurança.










