Mais dois homens envolvidos em barbárie contra ciclista em Copacabana são identificados pela Polícia

Foto: Reprodução

A Polícia Civil identificou os dois entregadores envolvidos na barbárie ocorrida em Copacabana, na noite de 11 de agosto, que levou à morte o ciclista Cláudio Rafael Landeiro.

O jovem, com transtorno psicológico, que havia saído de casa para passear de bicicleta, foi confundido com um ladrão e espancado pelos entregadores Ailton José da Silva, Felipe Eduardo dos Santos Silva, e pelo segurança Davi Santos Machado, que foi preso ontem.

Os três, além de outro vigilante, Jorge Luiz Ricardo Dias, que se entregou a polícia, aparecem nas câmeras de segurança de um prédio que registrou o linchamento do rapaz. Segundo as investigações, Jorge Luiz, não participou diretamente do assassinato, mas também está preso. Os dois entregadores identificados estão foragidos.

A violência da cena registrada pela câmara choca e impressiona: em apenas seis minutos, o rapaz, que segundo a família, tinha dificuldade de fala, levou 57 pauladas, além de chutes, socos e pisões. Cláudio foi deixado agonizante na calçada, mas levado ao Hospital Municipal Miguel Couto pelos bombeiros, não resistiu. Segundo o laudo, a causa da morte foi traumatismo cranioencefálico e hemorragia interna, além de lesões no baço e no rim esquerdo.

De acordo com o delegado titular do caso, Ângelo Lages, o crime começou na Barata Ribeiro: “um segurança começou a interrogar de quem seria a bicicleta e ele, com dificuldades de fala, não conseguiu explicar que a bicicleta era da irmã. Depois chega um segundo segurança e tira a bicicleta da posse dele e começa a agressão”, afirma o delegado.

“Depois, ele sai dali e vai para a Rua Felipe de Oliveira e senta na porta de um prédio. Ali chegaram dois entregadores e novamente aparece o segurança Davi com um porrete e começam a agredi-lo de forma bárbara”.

“Ao analisar as imagens, todos aqui na delegacia ficaram estarrecidos. Foi um crime hediondo, um homicídio triplamente qualificado com crueldade e motivo fútil, sem possibilidade de defesa da vítima”, ressalta o delegado.

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