“Onde estão os R$ 61 milhões?”: Flávio Bolsonaro e Tarcísio são alvo de protestos em São Paulo

Agenda dos candidatos foi recebida com repúdio por moradores da zona leste - Foto: Reprodução/X

Na manhã desta quinta-feira (20), dezenas de manifestantes protestaram contra o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), na entrada do Mercadão de São Miguel, na Zona Leste da capital paulista.

O protesto ocorreu no local da primeira agenda do candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) em São Paulo nesta campanha. O prefeito da capital, Ricardo Nunes (MDB), acompanhou o senador nos compromissos desta quinta. Tarcísio não foi ao local.

Um carro que levava Flávio Bolsonaro passou pelo protesto, de vidros fechados, e entrou no mercadão. Os manifestantes criticaram a atuação da Polícia Militar em abordagens a moradores de comunidades. 

Durante a mobilização, os manifestantes exibiram diversos cartazes com críticas direcionadas aos dois políticos. Em um dos materiais, o filho de Jair Bolsonaro (PL) foi retratado como o personagem “Wally” (da famosa série de livros “Onde está Wally?”) acompanhado do questionamento: “Onde estão os R$ 61 milhões?”. A mensagem faz referência direta ao pagamento efetuado por Daniel Vorcaro, do Banco Master, destinado ao filme Dark Horse.

Apesar da referência ao senador, a maior parte dos cartazes e das manifestações focou na gestão do governador Tarcísio de Freitas. Os atos trouxeram acusações de que a atual administração estaria destruindo o estado de São Paulo, além de contundentes queixas relativas ao aumento da violência policial.

Abordados por jornalistas que acompanhavam a cobertura no local, os integrantes do protesto afirmaram ser moradores de comunidades da própria região de São Miguel Paulista e também do bairro vizinho de São Mateus, ambos localizados na Zona Leste paulistana.

Eles ressaltaram que atuavam de forma independente e não possuíam ligação com movimentos sociais ou entidades organizadas.

Durante o ato, os manifestantes gritaram palavras de ordem contra o governador.  “Lá dentro da comunidade somos abordados como se fôssemos ladrões. Nem todo mundo que mora na favela é ladrão”, disse um dos manifestantes.

SEGUNDO PROTESTO

O roteiro de Flávio Bolsonaro previa ainda uma passagem por um campo de futebol na Vila Formosa, onde deve jogar bola com crianças do bairro. Ele também foi recebido com protestos em repúdio às candidaturas.

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