Partido de Flávio espera mais sanções dos EUA contra o Brasil

Flávio Bolsonaro e Valdemar Costa Neto (Fotos: Edilson Rodrigues/Agência Senado) e (Marcelo Casal Jr. /Agência Brasil)

Segundo Valdo Cruz, do Portal G1, os fascistas do PL estão animados depois que Trump decidiu prorrogar o tarifaço contra o país. Eles aguardam mais sanções e uma nova aplicação da espúria Lei Magnitsky, aponta o jornalista

Coluna do jornalista Valdo Cruz, do G1, revela que a cúpula do PL, partido de Flávio Bolsonaro, está esperando que o governo dos EUA volte a utilizar a Lei Magnitsky – instrumento neocolonial do país – para sancionar autoridades eleitorais brasileiras.

O alvo seria o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. Os fascistas do PL estão animados depois que Trump decidiu prorrogar as sanções e o tarifaço contra o Brasil. Trump deixou claro, com sua última decisão, que a motivação para manter as tarifas é política. Ou seja, não tem nada a ver com desequilíbrio no comércio entre os dois países.

A Lei Magnitsky é um instrumento do regime dos Estados Unidos para ameaçar a chantagear países e autoridades que não se dobram à sua arrogância e prepotência. Ela autoriza sanções contra estrangeiros que eles acusam – quase sempre sem provas – de supostas violações de direitos humanos ou de corrupção.

As “punições” impostas podem incluir bloqueio de bens em território americano, restrições financeiras e proibição de entrada no país. A lei foi criada em 2012 e ampliada em 2016 para ter alcance global.

Com base neste instrumento neocolonial, alegando, entre outras coisas, que o Brasil perseguia politicamente o ex-presidente Jair Bolsonaro – condenado por tentativa de golpe de Estado – e adotava censura nas redes sociais, Trump aplicou a tarifa de 40% sobre importação de produtos brasileiros. A “censura”, a que se refere Trump, foram punições a criminosos que usaram as redes sociais para praticar os mais diversos crimes.

Segundo Valdo Cruz, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro – agora cidadão norte-americano – já vinha articulando com seus cúmplices na administração Trump para adotar novas sanções contra Alexandre de Moraes. Além disso, tanto Flávio quanto seu irmão, estão insuflando a equipe de Trump a reagir ao veto a vistos a dois funcionários do Departamento de Estado dos EUA, que viriam ao Brasil em uma missão, segundo o jornal “Washington Post”, para atacar o sistema eleitoral brasileiro.

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