O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, aproveitou nesta sexta-feira, no aniversário de 25 anos dos ataques do 11 de setembro que derrubaram as Torres Gêmeas do World Trade Center em Nova Iorque, para denunciar o terrorismo imposto pelos EUA, que tenta matar de fome o povo cubano através de sanções e bloqueios à ilha caribenha.
Díaz-Canel, em uma postagem na rede social X, começou relembrando as palavras de Fidel Castro no dia que as torres americanas caíram. Fidel disse que os esforços contra o terrorismo deveriam “acabar com o terrorismo patrocinado pelo Estado e outras formas repugnantes de assassinato”.
“Acredito que um evento tão incomum como este deva servir para fomentar a luta internacional contra o terrorismo, mas a luta internacional contra o terrorismo não se resolve eliminando um terrorista aqui e outro ali; matando aqui e ali, usando métodos semelhantes e sacrificando vidas inocentes.”, disse Fidel.
“A solução passa pelo fim, entre outras barbaridades, ao terrorismo de Estado e a demais formas repugnantes de assassinato, pelo fim aos genocídios e por seguir lealmente uma política de paz e respeito pelas normas morais e legais que são inalienáveis.”, concluiu então Fidel.
Continuando a postagem, Díaz-Canel denunciou as ações genocidas do país vizinho, os EUA contra a população de Cuba.
“Cuba, que sofreu ataques terroristas de vários tipos por mais de 60 anos, resultando em mais de 3.400 mortes e 2.099 feridos, enfrenta hoje um plano genocida para levar o povo à submissão pela fome. Isso também é terrorismo, terrorismo de Estado”, postou Díaz-Canel.
Na mesma semana, o ministro das Relações Exteriores de Cuba, Bruno Rodríguez, ao apresentar o relatório intitulado, “Necessidade de acabar com o bloqueio econômico, comercial e financeiro imposto pelos Estados Unidos da América contra Cuba”, comparou o genocídio na Faixa de Gaza às ações dos americanos contra Cuba.
“É o mesmo sentimento implacável do genocídio em Gaza; em Cuba, ele é silencioso, sem bombas, mas também mata”, disse Rodríguez.
Rodríguez também apontou a admissão do Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, de que impuseram a Cuba as “sanções mais severas da história”. Rubio fez essa admissão em uma entrevista a um canal de notícias colombiano e ainda fez a ameaça de que o governo americano poderia tomar medidas ainda mais severas.











