“Programa” de Flávio é ensalçar milícias, trair o Brasil e destroçar a economia

Flávio Bolsonaro é bajulador de Trump (Foto: reprodução)

Planos incluem “tesouraço”, entregar terras raras e petróleo a Trump, acabar com o PIX e afastar Brasil da China. O traíra quer ajudar os produtores de grãos americanos que disputam com o Brasil e prejudicar o agro brasileiro no mercado chinês

O “programa” do candidato fascista Flávio Bolsonaro ao Planalto pode ser resumido a apenas três pontos. O primeiro é levar as milícias e facções ao centro do poder político do país. O segundo é destruir a economia e entregar as riquezas do país a Donald Trump e o terceiro é soltar o chefe do golpe e os demais golpistas de 2022. O ódio ao Brasil e a bajulação ao chefe da Casa Branca é a marca registrada do candidato.

PERIGO PARA O BRASIL

Como diz o deputado Otoni de Paula, também do Rio de Janeiro e ex-aliado do senador, “a eleição de Flávio Bolsonaro é uma ameaça muito grave ao Brasil e um perigo enorme para os brasileiros. Ele, que o conhece bem a figura, adverte: “o homem é falso e perigoso”. “Vocês podem não saber, mas ele não passa de um batedor de carteira”, argumentou o parlamentar fluminense, em diversas entrevistas realizadas recentemente.

Na verdade, Flávio deveria mesmo era se candidatar a alguma coisa nos Estados Unidos, já que ele é um defensor ferrenho de todos os interesses de Trump e da direita americana. Ele é um grande puxa-saco dos gringos, só defende os temas que interessam aos americanos e trabalha insistentemente para prejudicar o Brasil e sua economia.

O traíra poderia fazer como fez seu irmão, que abandonou o Brasil e foi morar nos EUA. Este, aliás, até já trocou a cidadania brasileira pela obtenção do Green Card americano. Bajulou Trump até conseguir. Eduardo fugiu para os EUA para trabalhar de lá contra o Brasil, para insuflar a extrema-direita americana a prejudicar e sancionar a economia brasileira. Flávio, por sua vez, esteve recentemente no Texas e, em discurso proferido a grupos de extrema-direita, prometeu, se eleito, entregar todas as terras raras do Brasil ao governo dos EUA.

Falou também em fatiar e vender a Petrobrás aos pedaços. Prometeu ainda acabar com o sistema de partilha na exploração do petróleo, onde uma parte do petróleo pertence ao Brasil e outra fica com quem extraiu o óleo. Flávio quer que todo o petróleo brasileiro seja das multinacionais que participam de sua extração, através das chamadas concessões. Esta proposta vai aumentar a sangria de nossas riquezas e é um verdadeiro retrocesso na soberania do país. Trump, que está de olho grande em nossas riquezas, só faz aplaudir e esfregar as mãos com as promessas de Flávio.

TESOURAÇO

Sobre economia nacional, as primeiras falas do candidato fascista apontam para um arrocho brutal e cortes draconianos nos direitos do povo. Seus assessores já falam até em impor um ‘tesouraço’, numa imitação ridícula da ‘motosserra’ de Milei, que arrebentou com a Argentina, a ponto do político portenho já ter tomado uma surra nas eleições de uma de suas províncias no início deste mês. Seu partido não elegeu ninguém em nenhum dos 26 municípios e teve apenas 8% dos votos.

Ou seja, o que Flávio acena é com o mesmo desastre que se abateu sobre o país vizinho. São cortes drásticos sobre salários, direitos e nos serviços públicos, é a demolição da Previdência Social e a paralisação dos investimentos do governo e dos programas sociais. Jair Bolsonaro já fez isso quando congelou salário mínimo e cortou as merendas das crianças e os remédios do Farmácia Popular. Por essas e por outras aberrações, é que ele foi derrotado nas urnas em 2022.

Na verdade, os vínculos de Flávio não são só com milícias e com as facções criminosas, como o Comando Vermelho. Ele é também um defensor dos interesses mesquinhos de banqueiros e demais agiotas e parasitas. Os mesmos banqueiros que só querem arrocho e mais arrocho sobre o povo brasileiro. O que eles querem é a garantia de seus lucros estratosféricos mantendo os juros nas nuvens. Flávio se compromete com tudo isso, quando fala em ‘tesouraço’ e em perseguição aos trabalhadores.

Flávio mantinha em segredo suas ligações com o mundo da especulação e da agiotagem mas elas ficaram escancaradas quando ele foi flagrado conversando com o banqueiro ladrão, Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. O banqueiro é um criminoso que foi preso por aplicar o maior golpe financeiro da história brasileira. O escândalo envolveu um áudio, obtido pela Polícia Federal, que mostrou Flávio Bolsonaro conversando animadamente com Vorcaro e dizendo ao banqueiro meliante: “estamos juntos, meu irmão. Em qualquer situação, você pode contar comigo”.

TRAMANDO COM VORCARO

Disse que faria tudo pelo banqueiro e logo em seguida pediu R$ 134 milhões ao dono do Master para financiar um filme de propaganda de Jair Bolsonaro. O escândalo caiu como uma bomba na campanha. Ele tentou negar a conversa, mas não conseguiu. E pior, Flávio tinha jurado que nunca havia conversado com o dono do Master. Que nem o conhecia. Tentava jogar o escândalo para o colo de Lula. Foi desmascarado. A desmoralização foi tanta que a partir daí ele começou a desabar nas pesquisas eleitorais.

Depois, soube-se que parte dos R$ 61 milhões que ele acabou recebendo das mãos de Vorcaro serviram também para sustentar a estadia de Eduardo Bolsonaro numa mansão milionária no Texas e para financiar a conspiração dele e de outros bolsonaristas nos EUA contra o Brasil. De lá, Eduardo e outros traíras instigavam o governo americano a taxar produtos brasileiros e a sancionar autoridades do país.

As primeiras notícias sobre o programa de Flávio na economia fala em “tesouraço”. Ou seja, cortes nos programas sociais para garantir os superlucros dos banqueiros. Estes planos mostram bem o que significa para o país, ele prometer estar junto aos banqueiros “em qualquer situação”, como disse a Vorcaro.

Daniella Marques e Rogério Marinho, seus primeiros porta-vozes já falam em cortes na Previdência e em uma nova reforma trabalhista. Onde se fala em reforma trabalhista e na Previdência, leia-se, mais cortes nos direitos dos trabalhadores e mais golpes nas aposentadorias.

ESCRAVIZAÇÃO DO TABALHADOR

A campanha de Flávio também já se manifestou em oposição direta ao fim da escala 6×1. Eles, que não sabem o que é trabalho, afirmam que o povo brasileiro trabalha pouco. Rogério Marinho defendeu uma ‘‘alternativa’ ao fim da escala 6×1 baseada numa tal “liberdade” de escolha com jornadas flexíveis, pagamento por hora e livre negociação. Ou seja, se depender dele e de Flávio, a escala de trabalho será mesmo 7×0 (sem descanso nenhum) e com mais arrocho salarial e perda de direitos.

Sobre as medidas de justiça tributárias conquistadas com a reforma fiscal do atual governo, a proposta inicial deles era suspender tudo e aliviar grandes empresas, mas isso provocou um grande desgaste político. Eles, então, recuaram, mas seguem tramando para aliviar impostos para os ricaços.

“A gente vai mudar o artigo legal que obriga, sempre que você reduz o imposto, você dizer de onde você vai tirar”, disse Marinho. O plano bolsonarista é reduzir impostos dos bilionários e dos especuladores. Ele têm também fixação em beneficiar os EUA em detrimento do país e do povo brasileiro.

Uma das medidas mais desastrosas, além de prometer entregar todas as terras raras, minerais críticos e o petróleo do país para o governo americano, foi dizer que podem “negociar” o PIX com Trump. Flávio prometeu a ele negociar a eliminação do PIX, instrumento de pagamento gratuito que o chefe da Casa Branca quer acabar. Ele alega que o PIX brasileiro estaria prejudicando os lucros das empresas americanas, Visa e Mastercard, que cobram caro por suas transações.

SEPARAR BRASIL E CHINA

Outra medida prometido por Flávio a Trump é afastar o Brasil da China. Essa proposta é ainda mais desastrosa. O gigante asiático é hoje nada menos do que o maior parceiro comercial do Brasil. É com quem o país tem um superávit comercial de mais de US$ 40 bilhões por ano. Com os EUA o Brasil o balanço é deficitário e agora piorou ainda mais com os tarifaços. Aliás, tarifaços estes que foram apoiados por Flávio Bolsonaro e seu irmão. Os dois trabalham diuturnamente para transformar o Brasil no quintal dos EUA.

Afastar o Brasil da China significa um desastre para toda a economia do Brasil, e em particular para o agronegócio brasileiro. O agro exporta quase toda a sua produção de grãos para a China. Quem vai sair ganhando com essa proposta esdrúxula de Flávio são os produtores de grãos americanos que disputam o mercado chinês com o Brasil.

Em suma, quanto mais Flávio abre a boca, mais fica claro que ele é um traidor da pátria. Os riscos de sua candidatura, portanto, não são só os prejuízos econômicos que sua bajulação aos Estados Unidos e a Trump trarão ao Brasil. Ele significa também a chegada a Brasília, ou seja, no centro do poder do país, do crime organizado e das milícias. Certamente o país não permitirá, nem a venda da pátria, nem essa desgraça de milícias e facções.

SÉRGIO CRUZ

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