Professor da Escola Superior de Guerra (ESG) considera retomada da empresa um “grande dia para nosso país”
O professor da Escola Superior de Guerra (ESG), Ronaldo Carmona, disse que a retomada da Avibrás com investimentos do governo Lula representa “um grande dia” após “anos de crise e ameaça de desnacionalização”.
Nesta sexta-feira (24), Carmona esteve com o presidente Lula e a ministra Luciana Santos, da Ciência e Tecnologia, e outras autoridades na fábrica da Avibrás em Jacareí (SP), onde foi realizada uma cerimônia que celebrou a retomada da produção.
“Um grande dia para nosso país, com a cerimônia que marca a retomada da Avibrás, após anos de crise e ameaça de desnacionalização”, escreveu o especialista em geopolítica em suas redes sociais. Para ele, a visita simbolizou um “momento histórico para a soberania nacional”.
A Avibrás é uma empresa nacional de desenvolvimento e produção de alta tecnologia em Defesa e sistemas espaciais, como mísseis e foguetes, que ficou quatro anos sem produzir por uma grave crise financeira.
Nesse cenário, a empresa esteve perto de ser desnacionalizada, isto é, vendida para estrangeiros.
Após uma campanha nacional, a empresa conseguiu um investimento privado de R$ 300 milhões e irá receber outros R$ 300 milhões do setor público visando sua reestruturação e retomada da produção. O governo federal vai ampliar contratos por meio do Ministério da Defesa.
Na visita, o presidente Lula afirmou que o Brasil vai investir no setor de Defesa para garantir sua soberania, mas também para que o país possa vender internacionalmente.
Ele disse que quer as Forças Armadas “bem preparadas do ponto de vista do poderio, de armamento, de conhecimento científico e tecnológico, para que a gente possa andar de cabeça erguida. Sem nenhuma arrogância, falando em paz, mas preparado para não deixar ninguém meter o nariz nesse país”.
Também participaram da cerimônia o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro da Defesa, José Múcio, além de autoridades militares.
Alckmin destacou que a reabertura da Avibrás “permitiu contratar 480 colaboradores e a tendência dela é de crescer”. “A Avibrás, voltando a crescer, reabre uma outra fábrica em Lorena, onde fabrica os insumos para o combustível dos foguetes, mísseis e lançadores”.
“É uma indústria estratégica. O Brasil, em produtos de defesa em 2022, exportou US$ 600 milhões. No ano passado [foram] US$ 3,4 bilhões, aumentou cinco vezes a exportação brasileira. A Avibras tem tudo para retomar [o crescimento] e é muito importante para o Brasil ter uma defesa com tecnologia, capacidade de persuasão, isso é importantíssimo para o país, para o desenvolvimento do Brasil”, completou.










