“Trump não tem moral para exigir nada de Cuba”, diz Diaz-Canel

Presidente cubano, Miguel Diaz-Canel

A delaração do presidente cubano é mais uma afirmação da soberania cubana e foi dada em resposta a entrevista provocativa de jornalista do veículo norte-americano NBC

“Cuba é uma nação livre, independente e soberana. Ninguém nos dirá o que fazer. Cuba não agride, é agredida pelos EUA há 66 anos e ela não ameaça, ela se prepara para defender a Pátria até a última gota de sangue”, respondeu o presidente cubano a recentes ameaças de Trump.

À reaposta do presidente cubano às diatribes de Trump, desde janeiro deste ano, em postagem nas redes sociais, se gabando de que a ilha caribenha não vai mais ter acesso ao petróleo venezuelano depois do sequestro do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, o presidente de Cuba, Miguel Diaz-Canel, acrescenta a declaração dada em entrevista à jornalista Kristen Welker, da NBC News, nesta quinta-feira, 9.

A Venezuela era o principal fornecedor de petróleo a Cuba, os americanos diabolicamente então impuseram um embargo contra Cuba em fevereiro, proibindo navios-tanque de entregarem combustível à ilha, provocando uma crise energética, com blecautes, afetando serviços essenciais como atendimento em hospitais e o colapso do turismo, principal fonte de renda para a economia cubana.

“Sugiro fortemente que eles façam um acordo antes que seja tarde demais”, vociferou então Trump, elevando o tom à já histórica agressividade de Washington na sanha de submeter Cuba à sua vontade imperialista.

Mostrando que as provocações dos americanos não se restringem somente à Casa Branca. Recentemente em sua entrevista para a NBC News, nesta quinta-feira (9), o presidente cubano foi pressionado pela jornalista Kristen Welker, se ele pretende renunciar ao cargo de presidente de Cuba.

Welker perguntou se ele estaria “disposto a renunciar se isso significasse salvar Cuba.”

Díaz-Canel respondeu primeiramente com uma questão, perguntou a ela se “essa é uma pergunta sua, ou é proveniente do Departamento de Estado do governo dos EUA?”, perguntou o presidente cubano. “Você faria essa pergunta a Trump?”

“Em Cuba, as pessoas que estão em posição de liderança, não são eleitas pelo governo dos EUA, e não têm um mandato do governo dos EUA. Temos um Estado soberano livre”, disse Díaz-Canel.

“Se o povo cubano entender que eu não estou apto para o cargo, que eu não tenho nenhuma razão para estar aqui, então eu não deveria estar ocupando este cargo de presidente, eu vou responder a eles”, ele disse.

O líder cubano disse que ele se tornou presidente não por “ambição pessoal ou ambição corporativa ou mesmo uma ambição partidária”, mas foi um mandato do povo cubano. Ele também disse que os EUA “não tem moral para exigir nada de Cuba” e que o governo americano está implementando uma política hostil.

“Estamos interessados em dialogar e discutir qualquer tópico sem qualquer condição”, disse ele, “não exigindo mudanças do nosso sistema político, assim como não estamos exigindo mudanças do sistema americano”.

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