No desgoverno de Jair Bolsonaro o Brasil também voltou ao Mapa da Fome, da ONU
Flávio Bolsonaro (PL) disse em vídeo que Lula “está piorando a sua vida” e “acabou com o poder de compra dos brasileiros”. Só escondeu, óbvio, que foi no governo de seu pai, Jair Bolsonaro, que as pessoas faziam fila para comer ossos e o Brasil voltou ao Mapa da Fome.
Em 2021, no governo de Jair Bolsonaro, a inflação chegou a 10,16%. Naquele momento, circularam fotos e vídeos de pessoas fazendo fila para ganhar ossos de boi para se alimentarem. Também muita gente voltou a cozinhar de lenha porque não podiam comprar botijão de gás.
Outras gravações também registraram pessoas revirando caçambas de lixo do lado de fora do Mercadão de São Paulo para conseguirem comida. Josefa Romão, moradora da Zona Leste que estava desempregada, relatou que ia todo dia ao local. “Vergonha é roubar e ir para a cadeia, eu não vou morrer de fome não”, disse na ocasião.
Em 2022, último ano do governo Bolsonaro, a Organização das Nações Unidas (ONU) voltou a incluir o Brasil no Mapa da Fome.
Essa é a realidade que Flávio Bolsonaro tenta esconder dos eleitores, falseando que é Lula quem está “destruindo o Brasil”.
Flávio publicou um vídeo em suas redes sociais dizendo que faltou no debate da Band, realizado no domingo (23), porque Lula também não foi. “Eu quero debater, mas quero debater com quem está destruindo o Brasil e piorando a sua vida”, disse, acrescentando que os demais candidatos “não são meus adversários”.
Nos três anos de governo Lula, a inflação calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) foi de 3,71%, 4,77% e 3,90%.
Ao mesmo tempo, o governo Lula promoveu uma política de valorização real do salário mínimo, isto é, com aumentos superiores à inflação.
Em 2021, com a inflação em 10,16%, Jair Bolsonaro concedeu somente 5,26% de reajuste. Isso significa que, na prática, o salário mínimo perdeu poder de compra.
Com Lula, os aumentos foram de 7,43%, 6,97% e 7,5%. Todos esses valores são superiores ao índice de inflação, o que significa que os trabalhadores passaram a ter um poder de compra maior.

Enquanto Flávio tenta argumentar que quer enfrentar Lula em um debate, os usuários nas redes sociais lembraram a cena de Flávio Bolsonaro desmaiando durante um debate em 2016, quando enfrentou os demais candidatos à Prefeitura do Rio de Janeiro. Ele atribuiu o desmaio a remédios que tomava e a uma intoxicação alimentar.
Um comentário com quase 7 mil curtidas na postagem feita por Flávio o criticou por mostrar que “sua candidatura existe em função do Lula, e não em função de apresentar um projeto melhor para o Brasil”.










