Atos foram nesta terça-feira (6). Os manifestantes exigem que o governo resolva o problema da falta de pessoal e das salas de aula em mau estado
Cerca de 250 mil estudantes professores ocuparam as ruas nesta terça-feira (6) em protesto contra os tesouraços de Macron e por melhores condições de ensino na França.
Os alunos, professores e pais marcharam em cidades por toda a França nesta terça-feira, e manifestantes bloquearam centenas de escolas, no maior dia de mobilização de uma onda de protestos que exigem que o governo resolva o problema da falta de pessoal e das salas de aula em mau estado.
Em Marselha, Nantes e Lyon, os protestos de rua começaram pacificamente no meio da manhã, com a maior manifestação prevista para Paris à tarde.
Os jovens erguiam sinalizadores de fumaça e cartazes com frases como “Sob nossos livros escolares, raiva” e “Onde estão os políticos? Será que eles sabem que existimos?”

Manifestantes exibiam cartazes e bandeiras durante uma manifestação de estudantes do ensino médio e universitário, apoiados pelo sindicato dos professores e pais de alunos, em Paris.
As manifestações desta terça-feira ocorrem após duas semanas de protestos que começaram nos subúrbios carentes de Paris antes de se espalharem por todo o país. O governo respondeu com a polícia de choque, afirmando que o movimento havia se transformado em violência urbana.
A União dos Estudantes do Ensino Médio informou que 1.800 escolas do ensino médio estavam bloqueadas ou fechariam durante o dia. Algumas autoridades educacionais locais tentaram transferir as aulas para o ambiente virtual. O Ministério da Educação não divulgou os números imediatamente.
“Quando a resposta é a violência, isso significa que a democracia não está mais funcionando”, disse Hugo Vetzel, um recém-formado do ensino médio em Estrasburgo que agora está fazendo cursos preparatórios para os exames de admissão nas melhores universidades da França. “Existe uma enorme distância entre as elites e nós.”
O primeiro-ministro Sébastien Lecornu ordenou que seus ministros atendam às principais reivindicações dos estudantes. Entre elas estão garantir a substituição de professores ausentes, rever a duração do dia letivo, das 8h às 18h, e a necessidade de intervalos de almoço mais longos.
O governo também analisará os reparos necessários nos prédios escolares antigos, disse Lecornu, que exigiu que os ministros enviassem suas primeiras propostas até o final de outubro.
O Ministério do Interior da França informou que 6.100 pessoas foram presas desde o início dos protestos, sendo a esmagadora maioria delas menores de idade. Mais de 1.800 pessoas estão sendo processadas, incluindo 1.483 menores, informou o Ministério da Justiça, sem especificar os crimes. Pelo menos 715 policiais e 215 adolescentes ficaram feridos nos confrontos, segundo o gabinete de Lecornu.
Com informações do G1










