Apontados como mandantes do assassinato do delegado Ruy Ferraz são presos

Ruy Ferraz Fontes foi executado a tiros em Praia Grande, SP - Foto: Prefeitura de Praia Grande e Reprodução

A Polícia Civil de São Paulo prendeu três integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC) acusados de mandar matar o ex-delegado-geral Ruy Ferraz Fontes, morto em setembro de 2025. Entre os presos está Fernando Alberto Teixeira, conhecido como “Azul”, que integra a cúpula da facção criminosa. 

Também foram presos Marcio Serapião de Oliveira, conhecido como Velhote ou MC, e Manoel Alberto Ribeiro Teixeira, conhecido como Manezinho ou Manoelzinho. 

A Polícia Civil cumpriu cinco mandados de prisão e 13 de busca e apreensão relacionados ao crime ocorrido, com 80 policiais civis do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) e do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior (Deinter) de Santos. 

Em novembro, o MP-SP denunciou oito pessoas pelo envolvimento no crime. Segundo a denúncia, a execução do ex-delegado-geral foi encomendada pela “sintonia geral” do PCC, a cúpula da organização criminosa, em resposta à sua atuação de 40 anos na instituição contra a facção. 

O ex-delegado ingressou na Polícia Civil no início dos anos 1980 e trabalhou por 40 anos em unidades estratégicas, como Denarc, Dope e Deic. No início dos anos 2000, passou a divulgar organogramas da estrutura do PCC e liderou, em 2006, o indiciamento da cúpula da facção, incluindo Marcos Camacho, o Marcola. 

A “sintonia geral” determinou a morte de Ruy Ferraz Fontes ao menos desde 2019. Um relatório policial citado na denúncia revela uma carta manuscrita apreendida naquele ano, na qual a liderança da facção “cobra a morte de alguns agentes públicos, dentre eles o doutor Ruy Ferraz Fontes”. 

Os denunciados pelo crime são: Felipe Avelino da Silva (Mascherano) – furtou o Jeep Renegade usado na ação, escondeu o carro e instalou placas falsas; preso; Flávio Henrique Ferreira de Souza – ligado ao roubo do Jeep Renegade furtado junto com Felipe; está foragido; Luiz Antonio Rodrigues de Miranda – participou do planejamento, usou imóveis de apoio e ajudou a esconder armas após o crime. Está foragido; Dahesly Oliveira Pires – transportou e guardou fuzil, carregadores e munições no dia seguinte ao crime; solta pela Justiça; Willian Silva Marques – cedeu sua casa em Praia Grande como esconderijo e depósito de armas; preso; Paulo Henrique Caetano de Sales – participou da logística e esteve em imóveis usados como base; preso; Cristiano Alves da Silva – atuou na execução e na logística; possui antecedentes por roubo e receptação, preso e; Marcos Augusto Rodrigues Cardoso (Fiel/Penélope) – apontado como recrutador e organizador do grupo. Integrante do PCC em posição de “disciplina” no Grajaú, com ascendência sobre os demais; preso.

Compartilhe

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *