O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, anunciou sua saída do União Brasil e a filiação no PSD, visando ser candidato à Presidência da República.
“Ficou impossível acreditar que minha candidatura poderia acontecer no União Brasil”, disse Caiado.
O União Brasil formou uma federação com o PP e os partidos não pretendem ter candidatura própria para presidente no pleito de outubro. O União chegou a anunciar que deixaria a base do governo Lula, mas indicou o novo ministro do Turismo, Gustavo Feliciano.
“Dentro do meu antigo partido [União Brasil], [eu] tinha ampla maioria. Mas na federação com o PP, ficou impossível acreditar que poderia acontecer”, contou o governador Caiado.
“Pelo menos tenho certeza que o PSD vai lançar candidato a presidente. Tenho condição de disputar. Na federação, não querem nem candidato”, continuou.
O PSD também conta como possíveis candidatos a presidente o governador do Paraná, Ratinho Jr., e o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite. Ambos já estão no segundo mandato e não podem ser reeleitos. Outra possibilidade é que eles sejam candidatos ao Senado Federal.
O presidente do PL de Jair Bolsonaro, Valdemar da Costa Neto, reclamou da vontade do PSD em ter uma candidatura própria e disse que ninguém, além de Flávio Bolsonaro (PL), tem chances de chegar ao segundo turno contra Lula.
“Ninguém tem dúvida de que no segundo turno estarão Lula e Flávio [Bolsonaro]. E que no segundo turno todos virão nos apoiar. Vamos então fazer essa união logo no primeiro turno, para matar de uma vez a eleição”, falou o chefe do partido de Bolsonaro.
Ronaldo Caiado anunciou nas redes sociais sua filiação em um vídeo ao lado de Eduardo Leite e Ratinho Jr.
Na gravação, Caiado disse que foi acolhido pelos colegas “para que nós possamos mostrar ao Brasil que este é um gesto de total desprendimento” e que aquele que for escolhido como candidato “terá o apoio dos demais”. Leite e Ratinho Jr. celebraram a entrada do governador de Goiás na legenda.
O PSD deverá, de acordo com Caiado, escolher quem será o candidato até o começo de abril, por meio de um grupo com Gilberto Kassab e outras lideranças do partido.
O partido vai apostar em um eleitorado que não queira se alinhar nem com Lula e nem com Bolsonaro, que pode chegar, segundo os cálculos do partido, a 30% ou 40% dos eleitores.











