Jair Bolsonaro indicou sua esposa, Michelle Bolsonaro, candidata ao Senado pelo Distrito Federal em uma “chapa pura” com a deputada Bia Kicis (PL), deixando de lado o governador Ibaneis Rocha (MDB), informou um aliado.
“No Distrito Federal já está definido também e ele [Bolsonaro] pediu que eu servisse de porta-voz: Michelle Bolsonaro e Bia Kicis são os nomes que serão apoiados pelo bolsonarismo”, disse o deputado Sanderson (PL-RS), no domingo (22), depois de visitar Jair Bolsonaro na Papudinha.
A decisão de colocar a esposa como candidata ao Senado gera tensão com o atual governador do DF, Ibaneis Rocha, que já disse publicamente que quer ser candidato ao Senado.
Ibaneis pode ser escanteado mesmo depois de ter apoiado Jair nas eleições de 2022 e até defendido a anistia para o golpista.
A decisão de Jair Bolsonaro deve mexer, inclusive, na formação da chapa para disputar o governo do Distrito Federal nas eleições de outubro. Uma possível candidata é Celina Leão (PP-DF), que hoje é vice-governadora.
Mas o MDB já sinalizou que pode lançar o deputado federal Rafael Prudente como candidato ao Palácio do Buriti. Assim, sem apoiar a Celina nem a composição com Michelle e Bia Kicis, Ibaneis pode ser candidato.
O deputado Sanderson ainda comentou sobre a chapa em Santa Catarina. Segundo ele, a “orientação de Jair Bolsonaro” sobre o Estado “chama Carlos Bolsonaro e Carol de Toni. Isso é ponto pacífico, não tem por que ficarmos nos desgastando”. Os dois são do PL.
No caso de Santa Catarina, a família Bolsonaro enviou Carlos, que foi vereador do Rio de Janeiro por mais de duas décadas, para ser candidato ao Senado e tirar espaço de aliados.
Com Carlos Bolsonaro e Carol de Toni, quem ficará de fora da chapa é o senador Esperidião Amin (PP-DF). O PP tem como prioridade a reeleição de Esperidião e já discute sair da chapa do governador Jorginho Mello (PL) para que o senador seja candidato.











