Abertura das contas de Lulinha desmontou a orquestração bolsonarista

Fábio Luís Lula da Silva (Foto: reprodução de redes sociais)

Foi como no caso da famosa “caixa-preta” do BNDES, a montanha acabou parindo um rato. Não foi encontrado nada contra o filho do presidente

O episódio da quebra de sigilo de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente, lembra o episódio da gritaria dos bolsonaristas sobre a “caixa-preta” do BNDES. Fizeram um estardalhaço e, quando abriu, não encontraram nada de irregular.

Agora veio a orquestração para quebrar o sigilo de Lulinha com o objetivo de tentar atingir a figura do presidente e ligá-lo ao escândalo do INSS. De novo não se encontrou nada de irregular. Apenas operações financeiras normais e todas registradas. Em quatro anos entraram R$ 9,774 milhões e saíram R$ 9,758 milhões. Tudo devidamente registrado. Ou seja, mais uma vez a montanha pariu um rato. nenhuma ligação com caso do INSS.

Não é atoa que a defesa de Lulinha disse que seu cliente já tinha se disposto a abrir voluntariamente suas contas. Não é por acaso que, tanto o presidente Lula quanto o presidente do PT, Edinho Silva, defenderam que as contas fossem abertas. Lulinha não tinha nada a esconder. O que se quis evitar era o palco lunático e histérico feito pelos bolsonaristas na CPMI do INSS, que, este sim, tentam o tempo todo proteger os criminosos e atacar inocentes.

Criaram um falso escândalo para tingir Lula. A narrativa bolsonarista foi desmontada, disse o deputado Paulo Pimenta, integrante da CPMI. “Cadê a mesada que diziam existir? Cadê a relação dele com o Careca do INSS? Não existe nada. O que houve foi uma tentativa deliberada de manipular dados bancários para criar uma narrativa falsa”, afirmou o deputado.

O vazamento ilegal do sigilo bancário de Lulinha acabou desmontando as aleivosias feitas pelos bolsonaristas na Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) que investiga fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

De acordo com Paulo Pimenta, os dados financeiros expostos de forma irregular mostram que não houve pagamento de “mesada” nem repasses ao operador citado nas investigações, contrariando a narrativa difundida por adversários políticos durante os trabalhos da CPMI. O parlamentar também criticou o que classificou como uma prática recorrente de vazamentos de informações sigilosas no âmbito da comissão.

Para ele, as acusações foram construídas a partir de uma leitura distorcida de transações comuns, apresentadas como se fossem indícios de irregularidade.“Cadê a mesada que diziam existir? Cadê a relação dele com o Careca do INSS? Não existe nada. O que houve foi uma tentativa deliberada de manipular dados bancários para criar uma narrativa falsa”, afirmou.

O parlamentar explicou também que a soma de pagamentos recorrentes pode gerar números elevados quando apresentados fora de contexto. Segundo ele, despesas regulares — como aluguel, aplicações financeiras ou transferências internas — podem inflar artificialmente o volume total movimentado em uma conta.

“O que fizeram foi pegar pagamentos recorrentes e apresentar como se fossem transferências suspeitas. Se uma pessoa paga um aluguel mensal de R$ 10 mil, em quatro anos isso vira R$ 480 mil. Aí colocam numa manchete como se fosse um repasse irregular, sem explicar que se trata de um pagamento mensal absolutamente comum”, disse.

O deputado sustenta que as informações divulgadas confirmam a inexistência de vínculo entre Fábio Luís Lula da Silva e o esquema investigado no INSS.

“Esse vazamento ilegal só confirmou que o filho do presidente Lula não tem nenhuma relação com o esquema do INSS, nunca recebeu dinheiro do Careca do INSS e não tem nada a ver com descontos associativos ou com fraudes contra aposentados”, afirmou.

“Mais uma vez tentaram usar o nome do filho do presidente para criar um escândalo que não existe. É uma operação política para confundir a opinião pública e desviar o foco das investigações sobre quem realmente montou e se beneficiou desses esquemas”, acrescentou Pimenta.

A defesa de Lulinha também se pronunciou. “O país precisa de investigação séria, não de manchetes fabricadas para atender interesses eleitorais”, afirmou o advogado.

Nos registros obtidos pela comissão também aparecem três transferências feitas pelo presidente Lula ao filho, que somam R$ 721,3 mil.

A maior delas, de R$ 384 mil, ocorreu em 22 de julho de 2022, durante o período que antecedeu a campanha presidencial. Outras duas transferências foram realizadas em 27 de dezembro de 2023, já no primeiro ano do terceiro mandato de Lula.

A movimentação financeira registrada na conta está totalmente associada a rendimentos de investimentos e operações entre empresas de Lulinha. Entre elas estão a LLF Tech Participações e a G4 Entretenimento e Tecnologia, ambas sediadas em São Paulo e com capital social de R$ 100 mil. Com a LLF, foram movimentados cerca de R$ 2,3 milhões entre créditos e débitos em quatro anos, enquanto as transações com a G4 somaram R$ 772 mil.

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