Domo de Ferro “agora mais parece ironia”, diz presidente do parlamento iraniano

As chamas iluminam as noites de Tel Aviv (TOI)

Saraivada de mísseis, foguetes e drones perfura por cinco horas peneira israelense e acerta em cheio Tel Aviv, Haifa e Beersheba

As forças do Irã conseguiram “cegar” os radares e os sistemas de defesa aérea de Israel, o assim chamado Domo de Ferro, afirmou o presidente do Parlamento da República Islâmica, Mohammad Bagher Ghalibaf, em meio a mais uma saraivada de mísseis e drones iranianos que se abatem sobre o enclave do apartheid, como parte da operação “Promessa Verdadeira IV”, em reação à agressão traiçoeiramente desencadeada pelo eixo Washington-Tel Aviv no dia 28 de fevereiro contra o Irã na tentativa de decapitação da liderança do país.

Agora Domo de Ferro – como pomposamente os sionistas chamam sua defesa antiaérea – “mais parece ironia”, comentou Ghalibaf, após destacar que “as primeiras ondas de lançamentos de mísseis em grande escala tiveram como objetivo cegar os radares e os sistemas de defesa inimigos”.

De acordo com o presidente do parlamento, os militares iranianos agora são capazes de lançar ataques contra “qualquer lugar” de Israel.

QG E REFINARIA ATINGIDOS

Na quinta-feira, a 40ª onda de retaliação atingiu Tel Aviv – inclusive o quartel-general do Shin Bet, o serviço secreto doméstico israelense -, Haifa (maior porto israelense, onde a refinaria já foi bombardeada), Beersheba (indústria aeroespacial) e as bases aéreas de Palmachim e Ovda.

O que foi descrito pelo Times of Índia como “Inferno em Tel Aviv! Irã bombardeia QG da inteligência israelense Shin Bet; Várias bases arrasadas”.

Foram cinco horas de barragem de mísseis e drones,  atacando mais de 50 locais em Israel, enquanto as sirenes não paravam de soar em Jerusalém, Tel Aviv e outras cidades. A retaliação foi realizada em coordenação com o Hezbollah, que assestou uma centena de foguetes no norte de Israel.

O exército israelense até pediu desculpas em público por não alertar a tempo sobre o ataque. Apesar da férrea censura militar israelense, as imagens dos mísseis cruzando os céus de Israel e explodindo, enquanto a defesa antiaérea não dá conta, estão viralizando.

Ao desfechar a última onda de mísseis contra os fascistas israelenses, a Guarda Revolucionária Islâmica declarou: “Ouçam atentamente. O som que vocês vão escutar em cada ataque contra suas bases é o som da morte. Sua mídia pode tentar pintar uma figura diferente da guerra, mas a realidade no campo de batalha está sendo escrita por nossos mísseis”.

“HÁ UM BURACO NO SISTEMA DE ALERTA ANTECIPADA”: JERUSALEM POST

Mesmo a mídia israelense admite que o Domo de Ferro está fraquejando. “Há um buraco no sistema de alerta antecipada – e suas baterias de mísseis de defesa estão também em risco”, disse o Jerusalem Post, que acrescentou que o Domo só está conseguindo abater “metade dos foguetes do Hezbollah”.

Se a coisa está assim com os relativamente lentos foguetes do Hezbollah, imagine-se quando o Irã dispara seus modelos mais avançados, como os mísseis pesados ​​Khorramshahr e Qadr com múltiplas ogivas, o míssil Kheybar Shekan com uma ogiva de uma tonelada e o avançado míssil hipersônico Fattah com uma ogiva de uma tonelada. Pesados e hipersônicos. Além de um vasto, versátil e mortífero arsenal de drones.

Alguns dados revelam o impasse a que Netanyahu vem conduzindo o Estado colonialista no Oriente Médio. A economia abalada, enquanto a população não para de correr para os abrigos, enquanto as sirenes falham em alertar com o mínimo de antecipação a chegada dos mísseis iranianos.

Segundo o Jerusalem Post, depois de 11 dias de confrontação o governo de Israel recebeu  9.115 requerimentos de ressarcimento de danos por mísseis e drones, correspondentes a 6.586 edifícios, 1.485 veículos e 1.044 equipamentos vários. E de acordo com o jornal indiano Hindustan Times, hospitais reportaram cerca de 2 mil feridos desde 28 de fevereiro e dez mortos.

O que o Irã conseguiu agora contra Israel, degradar significativamente sua defesa antiaérea, já realizara contra os EUA, cujos principais e mais essenciais radares de alerta antecipado foram destruídos nos dois primeiros dias do revide à agressão conjunta americano-israelense. A ponto de, às pressas, Washington estar transferindo da Coreia do Sul uma bateria Thaad, para tentar remendar o estrago.

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