A decadência do imperialismo e o desenvolvimento do Brasil

Foto: Reprodução/TV Globo

Com as asnices que vem fazendo, Trump está se isolando cada vez mais em todo o mundo, especialmente dentro dos EUA.
 
O bolsonarismo faz sua parte para afundar junto com ele.
 
Depois do fiasco do tarifaço – que possibilitou a retomada das grandes manifestações, o resgate do verde-amarelo sequestrado pelo fascismo e a erupção de um sentimento nacionalista generalizado – Bolsonaro, o filho, num “insight” genial, estendeu na Paulista uma bandeira gigantesca dos EUA, consolidando a ideia de que se trata de um traidor da Pátria.
 
A arrogância de Trump, com o Irã, enfiou o imperialismo numa crise que muitos de seus próprios analistas consideram irreversível.
 
O mundo inteiro, em especial os trabalhadores, olham para o leste admirados com o heroísmo iraniano, o desenvolvimento chinês e a coragem dos russos.
 
Até a Globo ficou ofuscada com o brilho da China.
 
A crise provocada pelas asnices de Trump abre uma torrente de oportunidades para o Brasil. O que antes parecia uma utopia, hoje transparece como uma urgência. Uma possibilidade ao alcance da mão, mas também uma premência sem a qual tem se espalhado a desilusão e a frustração do povo.  
 
A crise energética, provocada pela guerra no Oriente Médio, ou seja, por Trump, eleva nas nuvens o preço do petróleo e, como consequência, o custo de vida. O controle dos preços torna-se uma exigência que só será possível de ser efetivada com a reestatização da BR Distribuidora e das refinarias privatizadas pelo governo arrasa pátria de Bolsonaro, para cobrir o déficit na produção de diesel e fertilizantes.
 
Os nossos minerais estratégicos, como as terras raras (de que o Brasil tem a segunda maior reserva no mundo), ameaçados pelo imperialismo ianque, evidenciam a necessidade de sua defesa, com a criação da Terrabrás, para que sua utilização seja em benefício do desenvolvimento tecnológico brasileiro.
 
A ação do Estado pela reindustrialização, através da retomada do PAC, dos juros baixos, da preferência nas compras às empresas genuinamente nacionais. O indispensável fortalecimento do mercado interno, como autossustentação da indústria, principalmente com o aumento real do salário mínimo (dobrar em 4 anos), são iniciativas sem as quais se torna insustentável qualquer política nacional de base popular.
 
O Bolsonsrimo destampou os esgotos da sociedade de onde geminam a escória fascista manipulada pelo imperialismo norte-americano. A violência e o preconceito às mulheres, o racismo, a superexploração do trabalho e o culto ao individualismo são suas faces macabras. A hora é mais que propícia para resgatar o espírito de solidariedade, missigenação e a diversidade cultural que formam as características mais profundas de nosso povo. Estes, fundamentais para liberar a autoestima e o orgulho de ser brasileiro. O fim da escala 6×1, com redução da jornada para 40 horas, e o combate firme ao feminicídio devem integrar esta jornada pela libertação do Brasil.
 
Mas para tudo isso é necessário um Estado forte. Os recursos estão logo ali, na redução substancial do gasto irresponsável, para um país pobre como o Brasil, de mais de um trilhão de reais por ano, só de juros, em detrimento da remuneração do trabalho e da produção.
 
A agressividade do imperialismo norte-americano impõe uma indústria de defesa poderosa, para integridade do território, a defesa do litoral, da floresta, do espaço aéreo e das terras raras.
 
Esse é o programa mínimo em torno do qual deverá se formar uma ampla frente em defesa da soberania nacional ameaçada. Se levado à frente, ao bolsonarismo restará, nessas eleições, além do triste papel de cortesã de Trump, justificar e defender seu programa: o golpismo, o crime organizado e a bandidagem em geral.


 CARLOS PEREIRA

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