“É por isso que a gente está chamando esse escândalo de ‘Bolsomaster’”, afirma Lindbergh Farias (PT-RJ)
O deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) denunciou que “bastou o nome de Flávio Bolsonaro” aparecer nos contatos de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, para que as investigações sobre o escândalo começassem a ser atrapalhadas.
Lindbergh Farias comentou que a decisão do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), de proibir o acesso à sala-cofre da CPMI do INSS ocorreu logo depois de ser divulgado que o celular de Flávio Bolsonaro estava listado nos contatos do criminoso Daniel Vorcaro.
“É por isso que a gente está chamando esse escândalo de ‘Bolsomaster’. Tem mais: aparece o Nikolas [Ferreira, deputado federal pelo PL-MG]”, disse.
“Sabe, Nikolas, são dois telefones que têm seu contato. Ao todo, são oito telefones do Vorcaro. Com três, você tem direito a música no Fantástico”, ironizou.
O deputado Lindbergh ainda comentou que Nikolas Ferreira afirmava que nunca tinha conversado com Daniel Vorcaro, mas agora já admite que pode ter conversado com o banqueiro.
“Ele disse ‘não, nunca falei com o Vorcaro’. Aí muda de opinião: ‘mas eu posso ter falado porque temos um amigo em comum, o André Valadão’”, narrou. “Olha que conversa furada essa do Nikolas”.
Valadão é o presidente da Igreja Batista da Lagoinha e esteve com Nikolas Ferreira no avião de Daniel Vorcaro em 2022, quando eles faziam campanha para Jair Bolsonaro.
André Valadão também é ligado a Fabiano Zettel, que é pastor afastado da Lagoinha e cunhado de Vorcaro. De acordo com a Polícia Federal, Zettel fazia parte da organização criminosa e era responsável por fazer pagamentos.
Além disso, ele foi o maior doador para as campanhas de Jair Bolsonaro e Tarcísio de Freitas, em 2022, entregando R$ 5 milhões para eles.
“A gente quer a apuração de tudo, porque eles é que estão atrás de uma ‘operação abafa’. A gente sabe onde isso vai cair. Apareceu no telefone [de Vorcaro] o telefone de Roberto Campos Neto. Eu tenho falado desse sujeito, [ele] é peça central de todo esse processo”, acrescentou.
O parlamentar apontou que os deputados do PT assinaram os pedidos para abertura de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dedicada ao caso Master apresentados pelas deputadas Heloísa Helena (Rede-RJ) e Fernanda Melchionna (PSol-RS), além de uma CPI do Rodrigo Rollemberg (PSB-DF).
“O que nós não assinamos foi a CPMI do PL [partido de Jair Bolsonaro], que foi apresentada pelo deputado Jordy. Ali tem um desvio de finalidade completo, eles não querem investigar o Banco Master, eles querem fazer política, distorcer, mentir”, concluiu.










