“Incertezas provocadas pela guerra não podem sustentar o prolongamento do sufoco dos juros e dos ganhos especulativos”, afirmou Gleisi Hoffmann
A ministra da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann (PT), afirmou que a redução na taxa básica de juros (Selic) pelo Banco Central em apenas 0,25 p.p., “sem sinalização clara de novos cortes, é decepcionante”.
“O país já pagou um preço alto demais pela política de juros contracionista, que está inibindo o investimento e inflando a dívida pública e das famílias. As incertezas provocadas pela guerra não podem sustentar o prolongamento do sufoco dos juros e dos ganhos especulativos”, criticou Hoffmann, em publicação nas suas redes sociais.
A Selic passou de 15% – patamar que vinha desde junho do ano passado – para 14,75%, conforme decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) na reunião desta quarta-feira (18).
O líder do PT na Câmara, Pedro Uczai (SC), considerou a redução “uma vergonha”. “É tímida e insuficiente diante das necessidades do país”.
“Enquanto o Governo do Presidente Lula trabalha para gerar empregos, ampliar o crédito e fortalecer a renda, o Banco Central do Brasil insiste em manter uma das taxas de juros mais altas do mundo”, denunciou Uczai . “O Brasil precisa de coragem para crescer, investir e colocar a economia para girar de verdade”, defendeu.
Para o deputado do PCdoB, Orlando Silva, “a redução em 0,25% na taxa Selic, embora aponte para a redução necessária e seja o primeiro corte desde 2024, frustra quem trabalha e produz”.
“A política monetária é um instrumento fundamental para o crescimento econômico, fomento a investimentos e para o próprio consumo e bem-estar das famílias. O Banco Central tem andado na contramão dos interesses e necessidades do povo brasileiro ao entregar centenas de bilhões de reais à agiotagem financeira por meio de taxas de juros extorsivas. Redução da Selic Já!”, defendeu em sua rede social.
O deputado federal Lindbergh Farias (PT-RJ) afirmou que “não há nenhuma justificativa técnica para o Copom não ter uma política de redução mais acelerada da taxa básica de juros”.
“Não temos inflação de demanda, muito pelo contrário. A economia brasileira está desacelerando por conta desses juros excessivamente altos. Isso é muito grave!”, alertou.











