Exército dos EUA abandona programa de arma a laser

Alardeado como "terror dos drones", projeto de milhões de dólares não produz um exemplar seguer (Lockheed Martin)

Com 300 kilowatts projetado, o canhão a laser deu chabu, foi deixado de lado sem que o Pentágono haja recebido, oficialmente, da Lokheed Martin, sequer um exemplar que funcione

Os militares americanos decidiram abandonar seu projeto de arma a laser IFPC‑HEL (Indirect Fire Protection Capability-High Energy Laser) ou “Valquíria”, da Lockheed Martin, depois de anos de investimento e esforços. O anúncio faz parte do relatório do Serviço de Pesquisa do Congresso americano (Congressional Research Service, CRS), publicado em 9 de março, que revela a aposentadoria precoce do sistema que era visto como o sucessor dos protótipos 100 kW HEL-TVD e do 10 kW HELMTT.

Em teoria, o laser teria a função de proteger as tropas americanas, e seria suficientemente poderoso para abater mísseis de cruzeiro, drones e munições.

O plano inicial era transformar o programa IFPC‑HEL até o início de 2024 em um programa formal no ano fiscal de 2025 depois de testes bem sucedidos, mas a Lockheed, que havia sido agraciada com um contrato de US$ 220,8 milhões, não deu conta.

Dos quatro protótipos encomendados, só um saiu do papel. De acordo com o relatório, oficiais do exército americano reduziram o contrato do IFPC-HEL para um único protótipo, que atualmente está em fase de “testes finais” em uma instalação da Lockheed em Nova Jersey antes de ser levado a novos testes no Campo de Provas de Dugway, no Estado americano de Utah.

O que não deve acontecer antes de setembro. Depois disso, de acordo com o relatório do CRS, o “Valquíria” será “desinvestido como candidato de campo e as informações relativas a ele serão repassadas ao Sistema Conjunto de Guerra a Laser”, alinhado com a “Cúpula Dourada” de Trump.

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