Ibaneis arromba o BRB na negociata com o Master e sai do governo para se candidatar

Ex-governador bolsonarista de Brasília usou dinheiro público para salvar o banco do amigo Vorcaro (Foto: Marcelo Camargo - Agência Brasil)

Bolsonarista pediu um empréstimo de R$ 4 bilhões ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para tentar tapar o rombo que criou no Banco Regional de Brasília (BRB)

O governador bolsonarista do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB), pediu um empréstimo de R$ 4 bilhões ao Fundo Garantidor de Crédito (FGC) para tentar tapar o rombo que criou no Banco de Brasília (BRB) com os “investimentos” que foram feitos no Banco Master.

Ele fez o pedido pouco antes de renunciar ao cargo de governador para se candidatar ao Senado Federal. Ibaneis, que tenta o apoio de Jair Bolsonaro, disse que o principal objetivo nas eleições de 2026 é “tirar a esquerda do poder”. Contudo, é mais provável que antes disso Ibaneis seja preso pela escandalosa negociata do BRB.

O BRB era peça central no esquema criminoso do Banco Master, uma vez que por meio dele e do dinheiro público o governo do Distrito Federal iria comprar o Banco Master depois de fraudes bilionárias.

Entre 2024 e 2025, antes mesmo de tentar adquirir o Banco Master, o BRB “investiu” mais de R$ 16 bilhões na empresa de Daniel Vorcaro.

O presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, admitiu que o banco público perdeu pelo menos R$ 8 bilhões com essas movimentações.

Foi com esse dinheiro, utilizado em ativos do Master que não eram amparados pelo FGC, que o BRB quebrou, e agora precisa de um empréstimo para tentar se reerguer.

Para conseguir o empréstimo, supostamente necessário para que o BRB tenha liquidez e capital, Ibaneis Rocha ofereceu como garantia de pagamento o patrimônio público do povo de Brasília.

Entre as garantias estão ações em estatais como o próprio BRB, a Companhia Energética de Brasília (CEB) e a Companhia de Saneamento Ambiental do Distrito Federal (Caesb), assim como nove imóveis públicos.

A proposta de empréstimo teria 1 ano e meio de carência antes do início do pagamento, que depois seria dividido em parcelas semestrais.

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