Caso ocorreu em 2021. Ana Clara Machado, de 5 anos, brincava em frente a sua casa em Niterói e foi alvejada por Bruno Dias Delaroli. O senador é conhecido por homenagear e defender milícias e grupos de extermínio
Reportagem do site ICL Notícias desta terça- feira (31) revela que Flávio Bolsonaro atuou em defesa de um assassino acusado de matar Ana Clara Machado, de 5 anos. O matador era Bruno Dias Delaroli e o caso ocorreu em 2021 na comunidade Monan Pequeno, em Niterói, Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
Delaroli, que era cabo no 12º BPM de Niterói, chegou a ser preso preventivamente, mas a medida foi revogada em novembro de 2021, quando a Justiça determinou sua substituição por medidas cautelares.
Flávio Bolsonaro integrou a banca de defesa do militar. O parlamentar assina o recurso apresentado em 2024 ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) para reverter a decisão do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro que submeteu o caso a júri popular. O recurso foi negado pela Corte. O caso não cabe mais recurso e Delaroli aguarda julgamento.
O apoiador de milícias também participou de um recurso ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) em defesa de quatro policiais militares acusados de matar quatro homens durante uma emboscada no Morro do Vidigal, na Zona Sul do Rio, em 16 de janeiro de 2020.
Nesse caso, a defesa também tentou reverter, no ano passado, a decisão que determinou que os réus fossem julgados pelo tribunal do júri. Os cabos Pedro Jeremias Lemos Pinheiro, Victor Barcelleiro Batista e Rafael Nascimento Rosa e o sargento Ricardo de Moraes Mattos eram lotados à época no Grupamento de Intervenção Tática (GIT) da Coordenadoria de Polícia Pacificadora.
De acordo com o MPRJ, os assassinatos “foram cometidos mediante emboscada, tendo em vista que os denunciados [os PMs] ficaram escondidos no interior de um imóvel, posicionando-se em um plano superior ao que se encontravam as vítimas, para subitamente atacá-las, com disparos de cima para baixo”.
A investigação apontou que os policiais teriam invadido uma residência pela manhã e aguardado até a tarde para realizar os disparos, feitos de cima para baixo, surpreendendo as vítimas sem chance de defesa. Os policiais alegaram em sua defesa que foram para a comunidade pela manhã, para uma operação de combate ao tráfico. Após a prisão de um traficante e um policial ser baleado, os agentes afirmaram que deixaram o local.
As ligações de Flávio Rachadinha com grupos de extermínio, com milícias e as facções criminosas do Rio de Janeiro já são antigas e bem conhecidas. Ele homenageou em 2005 o assassino de aluguel, Adriano da Nóbrega, chefe da milícia de Rio das Pedras, na Zona Oeste do Rio e do “Escritório do Crime”, uma espécie de central de assassinatos pagos da milícia. Ele contratou a mãe e a mulher do assassino para seu gabinete e transferi recursos para o miliciano através delas. Esse “Escritório do Crime” participou do assassinato da vereadora Marielle Franco.
Mais recentemente, Flávio foi diretamente vinculado ao Comando Vermelho, uma das maiores facções criminosas do Rio de Janeiro. através da indicação, por ele, de Alessandro Pitombeira Carracena para um cargo no governo Cláudio Castro, cassado por desvio de dinheiro público, O indicado de Flávio Bolsonaro foi preso em março de 2026 durante a Operação Anomalia, da Polícia Federal. Esta operação investiga um núcleo criminoso que atuava na negociação de vantagens indevidas e na venda de influência para favorecer os interesses do Comando Vermelho,
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