Ataque norte-americano mata mais 3 no Pacífico. Número de vítimas já passa de 200

Chamas se espalham por mais um barco atacado no Pacífico (Al Jazeera)

No sábado (30), os militares do ‘Comando Sul dos EUA’ comunicaram que realizaram mais um ataque contra uma embarcação no leste do Pacífico, matando três pessoas. Mais uma vez sem nenhuma evidência, eles acusaram as vítimas de envolvimento com o narcotráfico. O número de mortos já ultrapassa 200 desde que começaram os ataques de Washington contra embarcações no Pacífico e no Mar do Caribe.

Nota do Pentágono informou o “ataque cinético letal em um navio operado por Organizações Terroristas Designadas”, alegando que a embarcação “estava transitando ao longo de rotas de narcotráfico conhecidas no Pacífico Oriental e estava envolvida em operações de narcotráfico. Três narcoterroristas do sexo masculino foram mortos durante esta ação”.

Quanto à acusação de que a embarcação era “operada por organizações terroristas designadas”, os americanos não elaboraram de que “grupos terroristas” eles teriam feito parte, não mostraram nenhuma prova, nem apresentaram qualquer investigação ou processo judicial, incorrendo portanto, em execuções extrajudiciais, assassinatos, enfim, à revelia da lei internacional e da própria legislação americana.

O vídeo de 15 segundos, que foi postado nas redes sociais, mostra uma embarcação que prontamente foi atingida pelos americanos e engolida em uma explosão.

Na sexta-feira, os americanos anunciaram outro ataque a uma embarcação, mais uma vez sem nenhuma prova, acusando outros três homens, que foram mortos, de tráfico de drogas no leste do Pacífico.

Esses ataques mais recentes, o de sexta e no sábado, se somam aos quatro da semana anterior, incluindo um que aconteceu na terça-feira, assassinou uma pessoa e deixou dois sobreviventes, e outro na quarta-feira que matou dois homens.

Desde setembro do ano passado, o governo Trump vem executando ataques contra embarcações sob o pomposo nome de ‘Operação Lança Sul’. Críticos e grupos de direitos humanos como Human Rights Watch e a Anistia Internacional classificam tais ataques como “assassinatos extrajudiciais ilegais”. Militares americanos e parlamentares democratas têm denunciado que o governo Trump jamais apresentou qualquer prova de que os barcos estariam carregando drogas.

Trata-se, na verdade, de ações de terrorismo de Estado para tirar a soberania de países latino-americanos como a Venezuela e Colômbia.

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