Pedido de cassação do mandato do deputado estadual Guto Zacarias (União Brasil) foi protocolado no Conselho de Ética da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) com base em denúncia do Ministério Público de São Paulo (MPSP), que aponta acusações de violência psicológica contra a ex-mulher, Giovanna Pereira, além de coação para interrupção de uma gravidez.
Segundo a denúncia do MPSP, os episódios teriam ocorrido entre 2024 e o início de 2025, após o fim do relacionamento, quando a ex-companheira informou ao parlamentar que estava grávida. A partir disso, de acordo com a Promotoria, ele passou a adotar uma postura de pressão constante, com envio de mensagens, áudios e contatos frequentes, tentando influenciar a decisão da vítima.
O documento também aponta que Zacarias, ativista do Movimento Brasil Livre (MBL), teria utilizado manipulação emocional, chantagens e até ameaças para convencer a ex-namorada a interromper a gestação. Em alguns momentos, ainda segundo a denúncia, ele teria sugerido o uso de clínicas clandestinas, insistindo para que a gravidez fosse interrompida.
Em resposta às acusações, o deputado negou qualquer ato de violência e afirmou que está sendo alvo de perseguição política. Em vídeo publicado nas redes sociais, classificou o caso como “um dos ataques mais canalhas que um homem pode receber na política” e disse que a denúncia foi usada para prejudicar sua imagem em ano eleitoral. O parlamentar também afirmou que nunca forçou a ex-companheira a tomar qualquer decisão.
A ex-namorada, Giovanna Pereira, também saiu em defesa do deputado. Segundo ela, “o Guto nunca me forçou a nada” e o que houve foram desentendimentos durante o relacionamento. Ela afirmou que a denúncia foi feita em um momento de fragilidade e que depois se arrependeu. “Houve uma briga, uma instabilidade, atravessei um período difícil e fui orientada por um advogado. Agi por impulso”, declarou.
Apesar das manifestações de defesa, o pedido apresentado pela deputada Paula da Bancada Feminista do PSol sustenta quebra de decoro parlamentar e se baseia na denúncia do Ministério Público, citando suspeitas de violência psicológica, tentativa de coação para interrupção da gestação e os impactos emocionais relatados.











