Os trabalhadores da Sabesp aprovaram a pauta da campanha salarial da categoria, a primeira desde que a empresa foi privatizada pelo governador Tarcísio de Freitas, em 2024.
De acordo com o presidente do Sintaema (Sindicato dos Trabalhadores em Água, Esgoto e Meio Ambiente do Estado de São Paulo), José Faggian, o debate sobre o primeiro Acordo Coletivo de Trabalho na íntegra após a privatização da empresa “exige mais organização, unidade, consciência e mobilização da categoria” para “garantir dignidade e valorização para os trabalhadores e trabalhadoras do saneamento em todo o país”.
“Estamos diante de um novo contexto, mais desafiador. Por isso, a unidade da categoria será fundamental para garantir direitos, resistir a retrocessos e avançar nas conquistas”, afirmou Faggian.
Entre os principais pontos da pauta aprovada, está a reposição das perdas salariais, o pagamento do piso salarial nacional dos trabalhadores em água e saneamento e garantia de estabilidade de um ano para trabalhadores e trabalhadoras que sofrerem assédio no ambiente de trabalho.
Segundo o presidente do Sintaema, a empresa privatizada impõe novos desafios para os trabalhadores e para o sindicato, com aumento da pressão por retirada de direitos, precarização das condições de trabalho e enfraquecimento das negociações coletivas.
No início deste mês, o sindicato denunciou que a empresa vem cortando direitos de forma indevida, como o adicional de insalubridade. “O adicional de insalubridade não é benefício – é direito garantido a quem atua exposto a condições prejudiciais à saúde. Retirá-lo de forma arbitrária é mais uma expressão da política de corte de custos a qualquer preço adotada pela nova gestão da empresa”, afirma.
Conforme o sindicato, a pauta, aprovada em assembleia no último dia 31, foi encaminhada oficialmente à empresa na quinta (2). “Neste novo contexto, a mobilização e a unidade dos trabalhadores serão ainda mais decisivas para enfrentar os desafios e barrar qualquer tentativa de retirada de direitos”, afirma o sindicato.
Na assembleia, o Sintaema também ressaltou que a luta contra a privatização segue firme e fez informe sobre projeto de lei elaborado pelo Ondas, que altera leis 11.445/2007, 14.026/2020 e 14.898/2024, reforçando o reconhecimento da água e do esgotamento sanitário como direitos humanos, além de adaptar a política de saneamento às mudanças climáticas.











