O bufão da Casa Branca alega que o fato do PIX ser gratuito para os brasileiros atrapalha os lucros das empresas americanas Visa e Mastercard. Flávio e Eduardo Bolsonaro se ofereceram para ajudar Trump a detonar o sistema de pagamento do Brasil
Donaldo Trump está intensificando a pressão contra o PIX brasileiro alegando que o fato do sistema de pagamento brasileiro ser gratuito estaria causando prejuízos para as empresas americanas Visa e Mastercard. Esses cartões cobram taxas em suas transações e faturam cerca de R$ 20 bilhões por ano no Brasil. Esse dinheiro quem paga no final é a população brasileira.
Recentemente, Flávio Bolsonaro e seu irmão, Eduardo, que vive conspirando contra o Brasil nos EUA, estiveram reunidos com o chefe da Casa Branca e admitiram “negociar” o PIX. Eles já tinham oferecido as terras raras e o petróleo brasileiros para o governo americano. Além disso, eles aplaudirem as tarifas impostas aos produtos brasileiros e pediram mais sanções contra o país.
Aproveitando a brecha aberta aberta com a traição dos “irmãos metralha”, Trump elevou a pressão contra o PIX. O representante Comercial dos EUA (USTR, na sigla em inglês), Jamieson Greer, divulgou um documento com ataques ao sistema de pagamento brasileiro.
“O papel duplo do Banco Central brasileiro como regulador e proprietário/operador do PIX cria um conflito de interesses, na ausência de salvaguardas processuais adequadas”, disse o documento. “O banco (BC) tem atuado como regulador de forma a prejudicar prestadores norte-americanos de serviços de pagamentos eletrônicos e favorecer o PIX”, destacou, na decisão, o representante comercial dos EUA, Jamieson Greer.
No afã de sugar ainda mais os brasileiros, o governo dos EUA diz no documento que o BC determina o uso do PIX por instituições financeiras com mais de 500 mil contas e exige que ele seja exibido na tela principal dos aplicativos desses bancos, como uma das justificativas para editar a medida de retaliação.
Baseado em alegações falsas sobre supostos desequilíbrios no comércio entre Brasil e EUA, o governo Trump impôs tarifas de 25% para todos os produtos brasileiros, com exceção daqueles que os EUA acham que não devem sobretaxar. A tarifa de 25% ainda não está em vigor, o que ocorrerá só em julho e, enquanto isso, a Casa Branca mantém um clima de chantagem contra o Brasil.
Em resposta ao USTR, o presidente Lula rebateu os Estados Unidos e disse que “o PIX assusta eles”. Lula disse que o PIX é inegociável durante um evento no interior de Goiás, logo após a edição das tarifas e das ameaças ao PIX.
“A preocupação dos norte-americanos é de que o Pix pode abalar muito as empresas do cartão de crédito deles que estão aqui no Brasil. Acham que o Pix vai acabar com isso; e o Pix vai acabar mesmo, porque o Pix é de graça, é público e ninguém paga nada. É só clicar no Pix e está resolvido o nosso problema”, disse Lula, na ocasião.
O PIX gratuito revolucionou a forma como os brasileiros lidam com as despesas do dia a dia. Dados do próprio Banco Central mostram que 175 milhões de pessoas já utilizaram alguma vez esse sistema, o que revela uma presença massiva do PIX em todas as classes sociais e econômicas do Brasil. Somente no mês passado, foram registradas 7,1 bilhões de transações em todo o país, com um valor movimentado que chega a quase R$ 3 trilhões.
Apesar de Trump alegar prejuízos para empresas americanas, os números mostram uma tendência distinta no varejo, no qual os cartões de crédito e débito sempre dominaram, ao lado do dinheiro em espécie.
Mesmo com o enorme sucesso do PIX, a pesquisa da Global Payments mostra que os consumidores brasileiros ainda usam os cartões em larga escala, principalmente os de crédito. No ano passado, os cartões representaram quase metade do valor total transacionado entre consumidores e comerciantes, aponta o levantamento, que indica maior opção dos cartões dentro de carteiras digitais.
A pressão sobre o PIX, portanto, além de revelar a arrogância do governo americano, é totalmente descabida. A traição da família Bolsonaro, se oferecendo para colocar o PIX na mesa de “negociação” com Trump, é ainda mais grave. O candidato bolsonarista já estava bastante torrado com o escândalo do Banco Master, quando ele foi flagrado pedindo dinheiro ao banqueiro ladrão, Daniel Vorcaro, mas a traição com o PIX o desmoralizou ainda mais, a ponto dele desabar nas pesquisas e cari até mesmo entre os eleitores evangélicos.











