O governo federal deve anunciar uma nova versão do Desenrola Brasil com o objetivo de melhorar as condições de endividamento das famílias. Segundo dados da Confederação Nacional do Comércio (CNC), em março deste ano, 80,2% das famílias estavam endividadas.
Segundo o Ministério da Fazenda, o novo Desenrola está sendo finalizado com objetivo de enfrentar a inadimplência no país. Entre as ações está em discussão o uso de recursos do (FGTS) para quitação de dívidas.
O primeiro Desenrola Brasil, de julho de 2023, repactuou dívidas de 14,8 milhões de brasileiros em 24,2 milhões de operações de crédito, somavam R$ 53,2 bilhões em inadimplência, segundo reportagem da CNN.
Com os juros extorsivos impostos pelo cartel dos bancos, a iniciativa do governo Lula, assim como o esforço das famílias, em reduzir as dívidas, não conseguiram fazer frente ao endividamento e a inadimplência que voltaram a bater recordes.
Dados do Banco Central revelam que, desde então, o estoque da inadimplência na pessoa física cresceu R$ 61 bilhões, diz a reportagem. A cada R$ 1 renegociado no programa federal, o sistema financeiro viu, desde então, renovar R$ 1,15 de inadimplência.
Quando o programa foi encerrado, em maio de 2024, os empréstimos para pessoas físicas tinham um custo médio de 52,6% ao ano, hoje está em 62%. E as famílias continuam, na verdade, mais endividadas a um custo de taxas de juros maior.
Em menos de dois anos, a inadimplência superou em 15% o total renegociado. Hoje, o sistema bancário tem um recorde de R$ 171,4 bilhões em operações de crédito com atrasos superiores a 90 dias nos pagamentos. O dado é de fevereiro de 2026.
Para a CNC, o endividamento continuará avançando enquanto não houver efetivamente uma redução na flexibilização da política monetária ao consumidor final. “A elevada taxa Selic é, há meses, um desafio para quem empreende e para quem consome”, afirma o presidente da entidade, José Rberto Tadros.
A entidade do comércio faz pesquisa sobre as dívidas das famílias com cartão de crédito, cheque especial, carnê de loja, crédito consignado, empréstimo pessoal, cheque pré-datado, prestações de carro e de casa.











