Exibição de obras audiovisuais brasileiras visa democratizar o acesso da população à cultura nacional, hoje dominado por empresas estrangeiras
O presidente Lula, acompanhado da ministra da Cultura, Margareth Menezes, lançou neste sábado (30), no Rio de Janeiro, a Plataforma Tela Brasil, o streaming público e gratuito voltado à exibição de obras audiovisuais brasileiras, com o objetivo de democratizar o acesso da população à cultura nacional, hoje dominado por empresas estrangeiras.
Com investimento de aproximadamente R$ 9 milhões e tecnologia 100% nacional, a iniciativa reúne mais de 500 audiovisuais.
A Plataforma Tela Brasil sob demanda (tecnologia que permite assistir a conteúdos de vídeo quando e onde quiser) foi desenvolvida pelo Ministério da Cultura (MinC), com apoio da Universidade Federal de Alagoas (UFAL).
De acordo com o governo, a realização da plataforma de vídeo nacional consolida-se como política pública, permitindo o acesso, promoção, formação e memória do audiovisual brasileiro.
“Com a iniciativa, o Governo do Brasil dá um passo histórico para a soberania cultural e a inclusão digital ao disponibilizar obras audiovisuais brasileiras em uma plataforma pública e gratuita de vídeo sob demanda. O acesso será integrado ao site Gov.br, com o objetivo de ampliar o alcance da produção nacional e democratizar o acesso da população à cultura brasileira”.

No lançamento do streaming, na Cidade das Artes, na zona Oeste do Rio de Janeiro, o presidente Lula destacou que a plataforma “vai contribuir para a elevação da compreensão de um país chamado Brasil. Por que nós somos assim? Por que nós fazemos assim?”.
O presidente também criticou o excesso de conteúdos estrangeiros nas telas do país.
“A quantidade de enlatados de má qualidade que a gente é obrigado a assistir toda noite, porque não tem outra coisa para a gente ver. O que não permite que a juventude brasileira tenha acesso à plenitude da cultura brasileira”, disse Lula. “O mais importante é a gente conhecer o nosso país por dentro, conhecer a nossa cultura, a razão das coisas que fizeram a gente chegar onde nós chegamos”, completou Lula.
A ministra da Cultura, Margareth Menezes, destacou que a motivação de criar a plataforma foi fazer com que o povo brasileiro tenha acesso ao direito cultural.
“Na questão do audiovisual, nós temos um gargalo ainda muito grande na questão da distribuição. Como fazer o povo ter acesso a tudo o que se produz, às coisas que são importantes, que referenciam o nosso país?”, ressaltou.
A ministra destacou que o audiovisual agrega todas as outras artes como a música, o desenho. “Todo mundo trabalha e tem essa representatividade. A nossa diversidade está no que a gente produz, só que o povo não tinha acesso”.
ACESSO
A plataforma contará com dois perfis de acesso. O Perfil Cidadão será voltado ao acesso individual via Gov.br, estruturado em seções organizadas para facilitar navegação e acesso do público aos conteúdos. Já o Perfil Direcionado será destinado à formação de público, debates temáticos, curadorias específicas, com exibições coletivas. O perfil se divide em Rede Exibidora e Escolas, incluindo cineclubes, pontos de cultura, bibliotecas, museus, escolas, mostras e festivais.
OBRAS
O catálogo inicial reúne 555 obras audiovisuais brasileiras, incluindo para a infância e juventude. Serão 139 longas-metragens, 85 médias-metragens ou telefilmes, 267 curtas-metragens e 64 obras seriadas (episódios). Entre as obras disponíveis na plataforma estão Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964), A Noite do Espantalho (1974), Xica da Silva (1976) e Carandiru (2003). O catálogo reúne diretores como Glauber Rocha, Sérgio Ricardo, Carlos Diegues, Suzana Amaral, Jayme Monjardim, Fábio Barreto, Lúcia Murat e Arthur Fontes.
Com informações da Presidência da República e da Agência Brasil











