O velho é o imperialismo norte-americano. É o fascismo do governo Trump. O neoliberalismo. A desindustrialização e a especulação financeira desenfreada, o desrespeito sistemático à soberania das nações, à invasão do Iraque, da Líbia, da Síria, do Afeganistão. O genocídio do povo palestino. O bloqueio a Cuba, o sequestro do presidente Maduro e da deputada Cilia Flores da Venezuela. O assassinato de 170 crianças em uma escola em Terã. O cerco da OTAN à Rússia, entre outras atrocidades.
E o novo? O novo é o socialismo chinês, o heroísmo do povo iraniano, a Rússia rompendo o bloqueio a Cuba, a aliança China, Rússia e Irã, descortinando uma nova esperança para humanidade, o respeito à autodeterminação dos povos, para falar o mínimo.
Estamos à beira ou mesmo em uma nova situação, na qual o novo tende a superar o velho, ainda que isto signifique que uma parte deste será conservada. Mas o que está mudando é o aspecto principal da contradição. Ou seja, o objetivo estratégico pode ser atingido a favor da soberania das nações.
Essa crise abre uma janela de oportunidades para o Brasil. As ameaças e chantagens de Trump, no Brasil, têm estimulado a consciência nacional. O exemplo é o tarifaço de 50% sobre nossas exportações para os EUA. A resposta dos brasileiros foi a retomada de uma grande manifestação, com a participação de dezenas de milhares resgatando o verde-amarelo sequestrado pelos bolsonaristas.
Nesta conjuntura, daqui a seis meses, serão realizadas as eleições mais decisivas de nossa história, depois da era nacional desenvolvimentista, inaugurada por Getúlio Vargas com a revolução de 1930.
De um lado, as traições à Pátria do bolsonarismo:
– Flávio.Bolsonaro levou uma bandeira dos EUA à Paulista, em apoio ao tarifaço.
– Participou da tentativa de golpe, em 8 de janeiro, que colocou seu pai na cadeia.
– O pai, Jair Bolsonaro, provocou a morte de 700 mil brasileiros na pandemia, durante seu mandato, ao sabotar a vacinação do povo.
– Está envolvido com o crime organizado. A mãe e a mulher do chefe das milícias no Rio de Janeiro, Adriano da Nóbrega, eram funcionárias de seu gabinete.
– Durante seu governo, o pai congelou o salário mínimo e hoje é o menor de toda América Latina. – – Surrupiou os direitos trabalhistas e da Previdência.
Não há termos de comparação com Lula. Um metalúrgico, nordestino, eleito 3 vezes presidente da República.
Lula derrubou a taxa de desemprego, que caiu de 14,9% na época de Bolsonaro, para 5,2%, três vezes menos. Isentou o Imposto de Renda para quem ganha até 5 salários mínimos, deu seu apoio
à luta das centrais pela escala 5×2 com redução da jornada para 40 horas e descongelou o salário mínimo.
A mesma crise internacional, que amarra os pés do bolsonarismo para afundar junto com Trump, impulsiona Lula, com sua credibilidade de três mandatos, para a possibilidade e a necessidade de reconstruir o Brasil do futuro.
Em primeiro lugar, iniciando a redução substantiva dos juros. Este é o caminho mais curto para resolver o endividamento das famílias, aumentar o consumo popular e financiar a reindustrialização.
E mais, conquistar a autossuficiência do diesel, reestatizar as refinarias e a BR Distribuidora. Além de investir na indústria da defesa.
Em resumo, apresentar um programa de reindustrialização do país. Ainda, dobrar o salário mínimo na próxima gestão.
Só o Lula tem força e condições de levar à frente este embrião de programa nacional de desenvolvimento. É, como já disse, ao mesmo tempo uma grande necessidade e uma grande possibilidade. Sem isso, fica difícil dizer a que veio, depois de 3 ou 4 mandatos. Aí o povo fica confuso.
CARLOS PEREIRA










