Com expectativa de reunir milhares de trabalhadores em Brasília nesta quarta-feira (15), as centrais sindicais, seus sindicatos e confederações filiadas saem em caravanas de todos os estados do Brasil para uma grande mobilização sob o lema “Empregos, direitos, democracia, soberania e vida digna”.
Na capital federal, além de participarem da plenária da Conferência Nacional da Classe Trabalhadora (Conclat 2026), as lideranças das centrais CTB, CUT, Força Sindical, UGT, CSB, NCST, Intersindical e Pública, ao lado dos trabalhadores e lideranças de movimentos sociais seguem em marcha até o Congresso Nacional e o Palácio do Planalto, onde serão recebidos pelo presidente Lula. No encontro, as centrais entregarão ao presidente o documento “Pauta da Classe Trabalhadora – Prioridades 2026”, que reúne as principais bandeiras da classe, como o fim da escala 6×1, a redução da jornada de trabalho sem redução salarial, o combate à pejotização, a valorização dos trabalhadores e a ampliação de direitos, incluindo a negociação coletiva no setor público, além da necessidade imediata da queda dos juros para gerar mais emprego e renda para os trabalhadores.
Para o presidente da CTB, Adilson Araújo, “a mobilização representa uma resposta organizada da classe trabalhadora diante dos desafios atuais”. Segundo ele, “o momento é decisivo para fortalecer a unidade sindical e ampliar a pressão por avanços concretos”.
Araújo destaca que a pauta a ser aprovada na Conclat resume “uma agenda de luta em prol do bem-estar do povo e dos interesses maiores da nação, que coincidem com as demandas e os movimentos da classe trabalhadora”.
“Vamos ocupar Brasília para dar visibilidade à pauta da classe trabalhadora e pressionar o Congresso pela aprovação de projetos prioritários”, afirmou o presidente da CUT, Sérgio Nobre.
Já a vice-presidenta da CUT e presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro (Contraf-CUT), Juvandia Moreira, ressaltou: “É uma marcha unitária em defesa da redução da jornada sem redução de salário e do fim da escala 6×1, para garantir mais tempo de vida aos trabalhadores”.
O integrante da Executiva Nacional da CUT e dirigente da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), Pedro Armengol, reforçou as demandas específicas do setor público, afirmando que “a regulamentação da Convenção 151 da Organização Internacional do Trabalho (OIT), que trata da negociação coletiva e do direito de greve, é uma das prioridades”.
“Estamos construindo uma grande unidade para fortalecer as reivindicações e pressionar por avanços concretos. A mobilização do dia 15 precisa mostrar a força organizada dos trabalhadores brasileiros”, destaca o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, Juruna.
Conforme o presidente da UGT, Ricardo Patah, “é fundamental avançar na redução da jornada para garantir qualidade de vida e equilíbrio nas relações de trabalho”. Patah ressaltou ainda que “o diálogo com o governo fortalece a construção de políticas públicas eficazes e amplia a participação dos trabalhadores nas decisões econômicas nacionais”.
A marcha começa às 8h, com concentração em frente ao Teatro Nacional, onde, às 9h, será realizada a Plenária da Classe Trabalhadora. A marcha está prevista para sair às 10h30 em direção à Esplanada dos Ministérios e ao Planalto, onde os trabalhadores serão recebidos pelo presidente. Segundo as centrais sindicais, também estão previstos encontros com ministros do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e do Supremo Tribunal Federal (STF), especialmente sobre temas como pejotização e proteção aos direitos trabalhistas.











