Banqueiro ladrão e governador do Rio impediram resgate de R$ 44 milhões da Cedae injetados irregularmente no Banco Master. Flávio recebeu R$ 134 milhões diretamente das mãos de Daniel Vorcaro
Um relatório da auditoria realizada na Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro (Cedae) revela que a cúpula da empresa transferiu R$ 200 milhões para o Banco Master, mesmo com proibições internas nas regras estatais.
O documento concluiu que os investimentos de R$ 200 milhões em CDBs do Banco Master foram conduzidos sem o devido compartilhamento de informações com outros órgãos da companhia. Alertas feitos posteriormente por setores internos foram ignorados pela diretoria responsável. A decisão causou prejuízos à empresa e aos servidores.
Daniel Vorcaro e o governador Cláudio Castro impediram que fosse feito um resgate de R$ 44 milhões do Master para evitar que os prejuízos fossem maiores ainda. Foi a influência do banqueiro junto ao governador que fez com que a empresa injetasse os R$ 200 milhões do fundo dos servidores em Certificados de Depósito Bancário (CDB) do banco. É o que aponta o relatório da auditoria determinada pelo atual presidente da Cedae, o procurador Rafael Rolim.
E foi também a influência de Vorcaro e Cláudio Castro que impediu que os servidores resgatassem os R$ 44 milhões aplicados no Banco Master. No dia 28 de maio de 2025, o gerente financeiro Rodrigo Borges Mendes solicitou o resgate do montante de R$ 44 milhões. Entretanto, o procedimento foi cancelado por determinação da Diretoria de Investimentos.
Na apuração, foi constatado o papel da Diretoria Financeira, que era dirigida por Antônio Carlos dos Santos, considerado o homem forte de Cláudio Castro dentro da companhia. Segundo o relatório, numa das reuniões, o diretor financeiro da Cedae recebeu Maurício Quadrado, então sócio e co-CEO do Master, na sede da companhia no Rio de Janeiro.
A conclusão final está nas mãos do governador em exercício Desembargador Ricardo Couto. Ficou decidido que haverá uma investigação mais aprofundada sobre os atos do ex-Diretor Financeiro Antônio Carlos dos Santos. O Presidente da Cedae, Rafael Rolim, recomendou o compartilhamento do documento com o Ministério Público, Tribunal de Contas, Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e Procuradoria Geral do Estado (PGE).
O prejuízo aos servidores da Cedae, assim com o rombo no BRB de Brasília desmentem a versão de Flávio Bolsonaro de que não havia dinheiro público envolvido em suas negociatas criminosas com o dono do Banco Master. Tanto há dinheiro público desviado que hoje há uma pressão para que o governo federal ajude a salvar o BRB com recursos do Tesouro. O rombo foi causado pelos crimes do governador Ibaneis Rocha em conluio com Daniel Vorcaro. Certamente, entre os R$ 134 milhões que Flávio recebeu do banqueiro, havia muito de todo esse dinheiro publico roubado.











