Neto de ditador e seguidor de Bolsonaro e Eduardo “Bananinha” querem que o governo americano retome a Lei Magnitsky, instrumento de intromissão indevida nos assuntos internos do Brasil, contra Alexandre de Moraes
Paulo Figueiredo, seguidor fanático de Jair Bolsonaro e neto do ditador João Figueiredo, informou que está nos Estados Unidos trabalhando arduamente contra o Brasil. Ele e Eduardo Bolsonaro estão instigando o governo americano a retomar sanções contra autoridades e a economia brasileira.
Eles estão tentando viabilizar a retomada da aplicação da Lei Magnitsky contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF). As informações são da jornalista Andréia Sadi, do grupo Globo.
Figueiredo, que mora nos Estados Unidos, se disse frustrado porque não há expectativa de retomada de tarifas comerciais por parte de Trump em relação ao Brasil. Ele queria prejudicar as empresas brasileiras, mas não conseguiu. Na avaliação do bolsonarista, isso poderia ser explorado pelo governo Lula no contexto eleitoral.
Para Figueiredo, o cenário mais provável, caso haja alguma medida, seria a aplicação da Lei Magnitsky contra Moraes. Apesar das pressões dos bolsonaristas, a decisão depende do governo Trump.
O bolsonarista abriu o jogo e disse que a articulação contra o Brasil faz parte de uma estratégia mais ampla, com o objetivo final de conseguir o impeachment de ministros do Supremo. Segundo ele, há, na visão desses interlocutores, ambiente político para avançar nessa direção.
As sanções propostas pela Lei Magnitsky são descritas por alguns como uma “pena de morte financeira”. A pessoa não pode, por exemplo, ter cartão de crédito de nenhuma das grandes bandeiras que operam nos Estados Unidos.
Moraes recebeu a sanção do governo dos EUA em julho de 2025 e Viviane de Moraes, mulher do ministro, em setembro. Em dezembro, ambos foram retirados da lista. A conspiração contra Moraes tem relação com a condenação de Bolsonaro a 27 anos e três meses de prisão por ter atuado no planejamento e na articulação de atos golpistas para tentar impedir a posse de Lula após a vitória nas eleições de 2022.











