Reino Unido pede o fim da agressão e ocupação de Israel no Líbano: “Sabota negociações de Paz”

Ingleses pediram, no CS da ONU, a suspensão do bombardeio ao Líbano por Israel (AFP)

O embaixador do Reino Unido na ONU, James Kariuki, se somou a outras vozes governamentais na condenação à agressão israelense ao Líbano.

“Essa escalada imprudente e desproporcional da ação militar israelense agravou um ambiente já devastador para os civis libaneses e colocou o governo do Líbano sob ainda mais pressão. Civis foram mortos e mais de 1 milhão deslocados, casas e infraestrutura civis destruídas, e o espaço para a diplomacia foi erodido”, discursou o embaixador Kariuki, na reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre o Líbano.

“A UNICEF informou na semana passada que 15 crianças foram mortas e 62 feridas no Líbano como resultado do conflito – ou seja, 11 crianças mortas ou feridas a cada 24 horas. Os profissionais de saúde também enfrentam mortes e ferimentos enquanto desempenham suas funções”, disse.

Nem mesmo o Reino Unido, que tem se colocado como um dos principais aliados de Israel e fornecedor de armas, que as usa para levar adiante, seu genocídio em Gaza, consegue mais se omitir diante do recrudescimento dos crimes de guerra do governo nazista de Netanyahu.

Com o desastre provocado pela guerra dos EUA e Israel contra o Irã, com o cerceamento da passagem de navios pelo estreito de Ormuz, por onde passam 20% de todo petróleo consumido no mundo, além de itens básicos como alimentos e fertilizantes, o governo britânico está sentindo pressões econômicas que o fazem repensar seu apoio incondicional a Israel.

Em sua declaração, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, disse que as negociações pelo cessar-fogo eram “inequivocamente um cessar-fogo em todas as frentes, inclusive no Líbano”. E que “sua violação em uma frente é uma violação do cessar-fogo em todas as frentes”.

Com a pressão dos iranianos de encerrarem as negociações e retomarem com os ataques contra Israel, os americanos se viram forçados a ordenarem a seus lacaios israelenses a interromperem com os ataques contra a capital libanesa.

Resta saber se a declaração de Trump, da suspensão dos bombardeios a Beirute e dezenas de cidades e aldeias no sul do Líbano, vai se realizar no terreno.

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