O forte movimento grevista dos funcionários da USP (Universidade de São Paulo) gerou avanços nas negociações sobre o principal ponto reivindicado pelos profissionais, o pagamento de bônus de gratificação, assim como o proposto aos docentes.
A paralisação, que já dura uma semana, é um protesto contra um bônus de até R$ 4,5 mil previsto apenas para professores, a Gace (Gratificação por Atividades Complementares Estratégicas), aprovada no fim de março pelo reitor Aluísio Segurado. De acordo com os servidores, a gratificação exclusiva aos professores fere o princípio de isonomia.
Na tentativa de encerrar a paralisação, em reunião na quinta-feira (16), representantes da reitoria apresentaram ao Sintusp (Sindicato dos Trabalhadores da Universidade de São Paulo) uma proposta de gratificação para todos os funcionários.
Segundo a proposta, o bônus de R$ 1,6 mil será pago mensalmente a partir de 2027, por um período inicial de dois anos, podendo ser prorrogado.
A Universidade também anunciou o reajuste dos benefícios concedidos aos servidores a partir de abril deste ano. O vale-alimentação passará de R$ 1.950 para R$ 2.050. O vale-refeição será aumentado de R$ 45 para R$ 65 por dia, além do reajuste de 14,3% do auxílio-saúde (pagamento em maio de 2026).
Os servidores vão avaliar a proposta e decidir os rumos do movimento em assembleia convocada pelo Sintusp, na próxima quarta-feira (22).











