Governo anuncia linha de crédito para cooperativas familiares de leite

Prazo será de 6 anos para pagamento dos empréstimos, com juros de 8% a.a. e carência. (Foto: Marcello Casal Jr/Agência Brasil)

Medida visa fortalecer financeiramente a agricultura familiar, preservar os empregos e garantir o abastecimento do alimento

Respondendo à disparada dos preços do leite e derivados, o governo Lula anunciou a criação de uma linha de crédito temporária para cooperativas de agricultura familiar que tenham como atividade principal a produção e processamento de produtos lácteos. 

O crédito especial para capital de giro foi aprovado na quinta-feira (23) pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), passando a incluir cooperativas na modalidade de agroindústria do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). Cooperativas que comprovarem dificuldades financeiras poderão contratar empréstimos até 30 de junho. Os recursos devem ser aplicados na manutenção de atividades, aquisição de matéria prima e custos de operação. 

“A medida tem como propósito fortalecer financeiramente essas cooperativas e garantir a estabilidade econômica dos agricultores familiares associados, assegurando liquidez para manter a compra da produção, realizar o processamento e sustentar as operações comerciais. Além disso, a iniciativa contribui para manter o fluxo de pagamento aos cooperados, preservar empregos locais e garantir o abastecimento de alimentos”, disse o Ministério da Fazenda em nota. 

O programa dará aos produtores prazo de 6 anos para pagamento dos empréstimos, com juros de 8% ao ano e carência. O limite por cooperativa é de R$ 40 milhões, ou de R$ 90 mil para produtores individuais. 

O preço do leite e derivados disparou este ano diante da redução da produção e aumento dos custos. Dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) mostram que o leite longa vida ficou 11,7% mais caro em março. Com menos leite disponível, os produtores passaram a pagar mais caro pela matéria-prima: em fevereiro, por exemplo, o valor pago ao produtor subiu 5,43%, custo que foi repassado para os preços.

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