“A decidida união do povo iraniano foi fundamental para a fratura do inimigo”, diz o aiatolá Khamenei

Líder supremo do Irã aiatolá Mojtaba Khamenei (Redes sociais)

O aiatolá Seyyed Mojtaba Khamenei, nomeado como novo Líder Supremo do Irã em março de 2026 após o assassinato de seu pai, Ali Khamenei, destacou a coesão interna do país como um fator crucial para enfrentar adversários externos, especificamente os Estados Unidos e Israel e “levar à fratura do imimigo”. 

“Graças à notável união criada entre os compatriotas, ocorreu uma ruptura no inimigo”, enfatizou em mensagem na quinta-feira (23), apontando que essa união frustrou as estratégias daqueles que tentam enfraquecer a República Islâmica.

“Durante mais de 50 noites os iranianos converteram as ruas em todas ás cidades do país em outra frente contra o inimigo”, relata a jornalista Humaira Ahad, no site HispanTV.

“Em Teerá, as ruas começam a se encher antes que o chamado para a oração vespertina tenha se dissipado no ar”, prossegue, “os primeiros a chegar são famílias inteiras: pais que caminham com seus filhos, idosos apoiados em bengalas e adolescentes que desfraldam bandeiras de nação”.

Mesmo assim, o aiatolá assinalou a necessidade de praticar ações concretas, afirmando que tais esforços tornarão a coesão nacional “maior e mais inabalável”, ao mesmo tempo que deixarão os inimigos “mais miseráveis ​​e enfraquecidos”.

Khamenei também alertou sobre a ofensiva midiática destinada a minar a estabilidade interna. “As operações midiáticas do inimigo, ao visarem as mentes e o psicológico do povo, pretendem minar a unidade e a segurança nacional; que nossa negligência não permita que essa intenção sinistra se concretize”, assinalou.

Suas declarações surgem em meio a tensões crescentes, marcadas por sanções econômicas, ameaças renovadas de agressão, ameaças e campanhas de propaganda orquestradas pelos Estados Unidos, pelo regime sionista e seus aliados ocidentais.

NEGOCIAÇÕES FICAM SEM ACORDO

A escalada atual remonta ao final de fevereiro, quando os Estados Unidos e Israel lançaram um ataque não provocado contra o Irã, que resultou na morte de figuras importantes, incluindo o ex-líder supremo Ali Khamenei, bem como altos comandantes militares.

Em resposta, as forças iranianas realizaram operações retaliatórias com mísseis e drones contra alvos americanos e israelenses durante mais de 40 dias em resposta à ofensiva inicial, resultando em danos significativos aos inimigos.

 Um cessar-fogo de duas semanas foi negociado em 8 de abril, seguido de negociações em Islamabad, onde o Irã propôs um plano de dez pontos buscando a retirada das tropas americanas e o levantamento das sanções.

Apesar de 21 horas de intensas discussões, as negociações terminaram sem um acordo, com o Irã alegando falta de confiança nos compromissos dos EUA.

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