Lula afirma que é “injustificável” e condena Israel por manter preso Thiago Ávila

Presidente da República durante pronunciamento (Foto: Ricardo Stuckert - PR)

“A ação causa grande preocupação e deve ser condenada por todos”, escreveu o presidente em suas redes sociais

O presidente Lula afirmou, nesta terça-feira (5), que o governo de Israel manter a prisão do brasileiro Thiago Ávila e de outros que levavam ajuda humanitária para a Faixa de Gaza é “injustificável” e “deve ser condenada por todos nós”.

Thiago Ávila fazia parte de uma flotilha com mais de 20 barcos e 175 pessoas que levava alimentos e medicamentos para os palestinos que sofrem com ataques e com o bloqueio de Israel contra a Faixa de Gaza. O grupo foi interceptado em águas internacionais próximas à ilha grega de Creta.

“Manter a prisão do cidadão brasileiro Thiago Ávila, integrante da flotilha ‘Global Sumud’, é uma ação injustificável do governo de Israel, causa grande preocupação e deve ser condenada por todos”, publicou Lula em suas redes sociais.

“A detenção dos ativistas da flotilha em águas internacionais já havia representado uma séria afronta ao direito internacional”, acrescentou.

“Por isso, nosso governo, juntamente com o da Espanha, que também teve um cidadão detido, exige que eles recebam plena garantia de segurança e sejam imediatamente soltos”, completou o presidente.

O governo de Israel realizou uma farsa de audiência judicial e decidiu pela manutenção da prisão de Thiago por mais seis dias. O brasileiro e seus advogados não tiveram acesso às informações que foram usadas para “justificar” a continuidade da prisão.

Lara Souza, esposa de Thiago, explicou em um vídeo que Israel manteve a prisão por conta de “suspeitas”, que não foram transformadas em acusações, e sem que fosse apresentada “nenhuma evidência”.

“Isso significa que o Thiago está preso por prazo indeterminado para ser interrogado pela inteligência israelense”, disse.

“Organizar ações de ajuda humanitária não é colaborar com um inimigo em tempos de guerra, é um direito de um povo que está sofrendo um genocídio há anos”, afirmou Lara.

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