O estado de São Paulo registrou 86 casos de feminicídio no primeiro trimestre de 2026, um aumento de 41% em relação a 2025, quando 61 mulheres foram assassinadas. O número representa uma morte por feminicídio a cada 25 horas no primeiro trimestre do ano.
Os dados são do portal da Secretaria da Segurança Pública do estado (SSP).
No mês de março, quando é celebrado o Dia Internacional da Mulher, foram 30 vítimas de feminicídio. Além de ser o maior da série histórica para o mês, o número representa aumento de 57,9% em relação a março do ano passado, quando 19 mulheres foram assassinadas.
Além das mortes, também houve um aumento expressivo nos descumprimentos de medidas protetivas de urgência, no contexto da violência doméstica, com uma alta de 31,9% em relação ao mesmo período do ano passado, somando 3.020 ocorrências de janeiro a março.
Também cresceram os casos de agressão física no estado. Segundo as estatísticas criminais, foram 19.249 casos de lesão corporal dolosa contra mulheres no trimestre, o que representa aumento de 7,4% em relação ao primeiro trimestre de 2025, quando houve 17.926 registros.
Esse número não é por acaso! Eleito segurando a bandeira da segurança pública, o que Tarcísio entregou foi um verdadeiro desmonte das políticas de proteção à mulher. A proposta de Orçamento para a Secretaria de Políticas para a Mulher para 2026 com recursos 54,4% menores do que a dotação inicial aprovada pela Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2025.
CONSEQUÊNCIAS DO DESCASO
Não é à toa que na gestão de Tarcísio de Freitas São Paulo registrou 5 vezes mais feminicídio que todo o país. A redução dos investimentos na prevenção da violência contra as mulheres foi um fator fundamental para essa elevação. Entre 2022 e 2025, o país teve um aumento de 9,1% nos casos, enquanto São Paulo registrou um crescimento de 43% no mesmo período.
Durante as discussões do Orçamento, Tarcísio encaminhou o projeto da LOA 2025 com a sugestão de R$9,6 milhões para a pasta das mulheres. Na Alesp, os parlamentares subiram o valor para R$ 36,2 milhões, incluindo 6,5 milhões em emendas parlamentares. Para a LOA 2026, o governador apresentou proposta com apenas R$ 16,5 milhões destinados à pasta.
De acordo com um relatório elaborado pelo mandato do deputado estadual Paulo Fiorilo (PT), o governo estadual reduziu em 54,4% os recursos destinados à Secretaria de Políticas para as Mulheres para o ano vigente.
Com o descaso do governo estadual, 266 mulheres foram vítimas de feminicídio em São Paulo em 2025. Somam-se a isso 13.355 casos de estupro e cerca de 96 mil medidas protetivas de urgência concedidas, que sem investimento são sistematicamente descumpridas.











