Ativista foi sequestrado pelas hordas israelenses, em águas internacionais, quando levava ajuda humanitária para os palestinos doentes e famintos de Gaza. Familiares pedem sua libertação para estar presente no velório da mãe
A mãe do ativista Thiago Ávila, Teresa Regina de Ávila e Silva, faleceu nesta terça-feira (5).
“Teresa Regina é lembrada como uma mulher de alegria e de força admiráveis, cuja trajetória foi marcada pela capacidade de enfrentar a vida com leveza, dignidade e amor. Ao longo de sua caminhada, construiu laços sólidos com todos ao seu redor, deixando como marca o carinho, a presença e o cuidado com a família”, lê-se no comunicado divulgado pelo Sindicato dos Policiais Civis do Distrito Federal, instituição onde a agente policial Luana de Ávila, irmã de Thiago, exerce o cargo de vice-presidente.
A informação da morte de Teresa de Ávila ocorre num momento difícil para a família, em que seu filho, Thiago Ávila, está preso nas masmorras da ditadura de Israel.
A irmã de Thiago pede sua libertação para o ativista estar presente no velório da mãe.
As hordas israelenses sequestraram Thiago na quinta-feira (30), quando a flotilha da qual ele fazia parte foi interceptada por Israel.

A Global Sumud Flotilla era integrada por mais de 20 barcos e 175 pessoas de diversos países que levava alimentos e medicamentos para os palestinos que sofrem com ataques e com o bloqueio de Israel contra a Faixa de Gaza. O grupo foi interceptado em águas internacionais próximas à ilha grega de Creta.
A organização classificou a ação como pirataria e captura de pessoas, afirmando que Israel atua “com total impunidade, muito além de suas próprias fronteiras”.
Ministros das Relações Exteriores de 11 países, incluindo o Brasil, condenaram em declaração conjunta o ataque israelense à Flotilha da Solidariedade Global.
Segundo a declaração, a operação israelense representou uma violação direta de normas internacionais. “Os ataques israelenses aos navios e a detenção ilegal de ativistas humanitários em águas internacionais constituem uma flagrante violação do direito internacional e do direito internacional humanitário”.
O presidente Lula condenou a ação israelense, classificando-a como “injustificável”.
“Manter a prisão do cidadão brasileiro Thiago Ávila, integrante da flotilha ‘Global Sumud’, é uma ação injustificável do governo de Israel, causa grande preocupação e deve ser condenada por todos”, publicou Lula em suas redes sociais.
“A detenção dos ativistas da flotilha em águas internacionais já havia representado uma séria afronta ao direito internacional”, acrescentou.
“Por isso, nosso governo, juntamente com o da Espanha, que também teve um cidadão detido, exige que eles recebam plena garantia de segurança e sejam imediatamente soltos”, completou o presidente.
O governo de Israel realizou uma farsa de audiência judicial e decidiu pela manutenção da prisão de Thiago por mais seis dias. O brasileiro e seus advogados não tiveram acesso às informações que foram usadas para “justificar” a continuidade da prisão.
Lara Souza, esposa de Thiago, explicou em um vídeo que Israel manteve a prisão por conta de “suspeitas”, que não foram transformadas em acusações, e sem que fosse apresentada “nenhuma evidência”.
“Isso significa que o Thiago está preso por prazo indeterminado para ser interrogado pela inteligência israelense”, disse.
“Organizar ações de ajuda humanitária não é colaborar com um inimigo em tempos de guerra, é um direito de um povo que está sofrendo um genocídio há anos”, afirmou Lara.











