ONU exige que Israel libere imediatamente os ativistas, Thiago Ávila e Saif Abu Keshek, sequestrados em águas internacionais da flotilha que estava a caminho de Gaza com ajuda humanitária. Também exige investigação sobre relatos de tortura sofrida pelos ativistas.
“Israel deve libertar imediatamente e incondicionalmente os membros da Flotilha Global Sumud, Thiago Ávila e Saif Abu Keshek, que foram sequestrados em águas internacionais e levados para Israel, onde continuam detidos sem acusação”, comunicou o porta-voz do Escritório de Direitos Humanos da ONU, Thameen Al-Kheetan.
“Não é crime demonstrar solidariedade e tentar levar ajuda humanitária à população palestina em Gaza, que está em grande necessidade dela”, disse.
Thiago Ávila, brasileiro e Saif Abu Keshek, palestino-espanhol foram aprisionados pelas forças israelenses em 30 de abril, enquanto estavam rumo a Gaza, junto com dezenas de outros ativistas, em águas internacionais quando foram interceptados.
Kheetan também condenou os maus-tratos sofridos pelos ativistas e disse que os “relatos perturbadores de maus-tratos severos infligidos a Ávila e Abu Keshek devem ser investigados, e os responsáveis devem ser levados à Justiça”.
Com o objetivo de furar o bloqueio que Israel impôs a Gaza em meio ao genocídio, a frota de barcos partiu da França, Espanha e Itália e tinha o objetivo de entregar ajuda humanitária ao território palestino devastado por Israel.
O grupo de direitos legais Adalah, tentou entrar com um recurso pela soltura dos ativistas, mas o teve negado pelo Tribunal Distrital de Beer Sheva, estendendo a custódias dos dois para até 10 de maio.
Adalah argumentou que por ter ocorrido em águas internacionais, as prisões dos dois ativistas em um barco com bandeira italiana seria ilegal, que equivale ao crime de sequestro e viola a Convenção da ONU sobre Lei do Mar. Eles também disseram que a decisão de rejeitar o recurso é “ilegal e irracional”.
“A operação é uma clara violação do direito internacional”, comunicou Adalah, ressaltando que o governo da Itália também condenou a interceptação das embarcações como ilegal.
Desde que foram detidos, os dois ativistas estão fazendo greve de fome que já se estnde por uma semana, comunicou Adalah.
ONU exige a libertação dos ativistas sequestrados por Israel










