Minha Casa, Minha Vida: governo reduz juros e amplia prazo no programa Reforma Casa Brasil

Além do acesso ao crédito para reformas, programa gera emprego e renda. (Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

Taxa de juros foi reduzida para 0,82% ao mês e o prazo máximo do financiamento subiu de 60 para 72 meses

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, na terça-feira (5), novas condições financeiras para o Reforma Casa Brasil, prospostas pelo governo Lula. A iniciativa visa tornar o crédito para reforma das casas dos beneficiários do Minha Casa, Minha Vida mais acessível à população por meio da redução dos juros e ampliação dos prazos.

A proposta foi apresentada no mês de abril, em evento com o presidente Lula e o ministro das Cidades, Vladimir Lima.

Com as novas regras, a taxa de juros nominal foi reduzida para 0,82% ao mês, além de estender o prazo máximo para financiamento e amortização de 60 para 72 meses. Antes, os juros iam de 1,17% ao mês até 1,95% ao mês.

A operação terá garantia do Fundo Social, que, de acordo com o Ministério das Cidades, “passou a ter papel estratégico no financiamento habitacional”. Em abril, o governo Lula anunciou o aporte adicional de R$ 20 bilhões em 2026 ao programa Minha Casa Minha Vida, aumentando o orçamento total dessa fonte para R$ 45 bilhões no ano.

O programa Reforma Casa Brasil visa a melhoria dos casas onde as famílias vivem, com mais segurança e conforto, permitindo reformas estruturais, ampliação de cômodos, melhoria de instalações elétricas e hidráulicas, acessibilidade e outras adequações.

A expectativa do governo federal, além da ampliação do acesso ao crédito para reformas, é gerar emprego e renda, especialmente no setor da construção civil, com a ampliação do prazo gerando um subsídio implícito de aproximadamente R$ 567 milhões.

“Ao facilitar pequenas e médias intervenções em moradias populares, o programa movimenta cadeias locais de materiais de construção, serviços e mão de obra, ao mesmo tempo em que melhora diretamente a qualidade de vida da população”, assinala o Ministério das Cidades.

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