Tratores israelenses demoliram dezenas de lojas palestinas nos arredores de Al Eizariya, cidade a sudeste de Jerusalém, fazendo terra arrasada de um terreno sob pretexto de um projeto de construção de uma estrada ligada a assentamentos judaicos na Cisjordânia ocupada.
A criminosa estupidez deixa 200 pais de família sem rendimentos.
As autoridades palestinas rebatem a afirmação do governo genocida de Netanyahu de que as demolições são necessárias para dar lugar a uma estrada que servirá às comunidades palestinas, mostrando que a estrada faz parte de um plano mais amplo para impedir que veículos palestinos circulem por uma nova rodovia que está sendo construída para atender aos assentamentos israelenses próximos.
Esse projeto faz parte de uma área estratégica da Cisjordânia conhecida como E1, que Israel está organizando com a intenção de impedir o estabelecimento de um Estado palestino com áreas integradas e viável.
O projeto E1 é especialmente controverso porque se estende dos arredores de Jerusalém até o interior da Cisjordânia ocupada, isolando as cidades de Ramallah e Belém e dificultando a circulação norte-sul dos palestinos.
Organizações de direitos humanos e a Autoridade Palestina, reconhecida internacionalmente, afirmam que as demolições estão ligadas aos planos de Israel de reformular o sistema de transportes e criar sistemas rodoviários separados para portadores de documentos de identidade israelenses e palestinos. Eles denunciam que o túnel e a estrada de contorno planejados por Israel desviarão o tráfego palestino de uma importante rodovia que liga os assentamentos da Cisjordânia a Jerusalém, isolando, na prática, grandes áreas do território.
ISRAEL DISTORCE FATOS E ACUSA PALESTINOS DE CONSTRUIR ILEGALMENTE
As autoridades israelenses enrolaram dizendo que os prédios, incluindo lava – jatos, lojas de sucata e barracas de vegetais, foram construídos ilegalmente e que os proprietários já haviam sido avisados há “vários anos” que medidas seriam tomadas.
Os palestinos afirmam que algumas das lojas demolidas bloqueavam parcialmente calçadas e ruas que davam acesso à cidade porque é praticamente impossível obter as licenças de construção adequadas junto às autoridades israelenses, mesmo com a rápida expansão dos assentamentos israelenses.
Daoud al-Jahalin, chefe do conselho da aldeia vizinha, disse que mais de 200 famílias perderiam seus rendimentos.
Mohammad Abu Ghalieh, comerciante da região, concluiu que teria que recomeçar do zero após as demolições. “Quarenta e oito anos de trabalho árduo, dia e noite, para construir algo para si e para os seus filhos, e em um dia e uma noite, tudo desapareceu”, denunciou.
Israel ocupou a Cisjordânia na Guerra dos Seis Dias, em 1967. A comunidade internacional tem apontado que a construção de assentamentos israelenses no território ocupado é ilegal desde as Convenções de Genebra e um evidente obstáculo à paz.











