A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta sexta-feira (15), uma operação de busca e apreensão na casa do ex-governador do Rio, Cláudio Castro (PL).
A ação aconteceu dentro da Operação Sem Refino que investiga fraudes fiscais pela Refit, a antiga Refinaria de Manguinhos, grupo apontado como um dos maiores devedores de impostos do país.
Quando Cláudio Castro era governador do Rio de Janeiro, ele acionou a Justiça para reabrir a Refit após a refinaria ter sido interditada por suspeita de fraudes.
O ex-governador estava na residência e acompanhou as buscas com seus advogados. As equipes da PF deixaram o local carregadas com malotes, após 3 horas de buscas.
Agentes da PF em carros descaracterizados e com auxílio de homens armados foram para a casa de Castro, em um condomínio de luxo na Barra da Tijuca, na Zona Sudoeste.
Segundo a PF, a ação investiga a denúncia de que a Refit utilizou sua estrutura societária e financeira “para ocultação patrimonial, dissimulação de bens e evasão de recursos ao exterior”.
Castro é pré-candidato ao Senado nas eleições de outubro, aliado de Flávio e Jair Bolsonaro. Ele renunciou ao cargo de governador em 23 de março, um dia antes de ser julgado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022.
Ricardo Magro, dono da Refit, também é alvo da PF nesta sexta. A corporação solicitou a inclusão do nome dele na Difusão Vermelha da Interpol, a lista dos mais procurados do mundo. Em novembro do ano passado, ele já tinha sido alvo de uma megaoperação.
Magro é considerado pela Receita Federal o maior devedor contumaz do Brasil, com débitos superiores a R$ 26 bilhões.
A ordem da operação partiu do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no âmbito da ADPF das Favelas, relacionada à atuação de organizações criminosas e suas conexões com agentes públicos no RJ.
Segundo o UOL, o caso foi incluído dentro da ADPF porque investiga a corrupção sistêmica no estado do Rio de Janeiro.
A PF também fez busca contra o desembargador afastado Guaraci Vianna, o ex-secretário estadual de Fazenda Juliano Pasqual e o ex-procurador do estado Renan Saad.
No total, agentes saíram para cumprir 17 mandados de busca e apreensão. Moraes ainda determinou 7 medidas de afastamento de função pública.











