Se já não havia justificativa para o áudio em que Flávio pede uma quantia milionária ao dono do Master, pior ainda foi o encontro ocorrido depois que o banqueiro foi preso
A reunião da bancada de senadores e deputados bolsonaristas na terça-feira (19), para cobrar explicações de Flávio Bolsonaro sobre o áudio com o pedido de R$ 134 milhões ao banqueiro ladrão Daniel Vorcaro, foi agraciada com outra bomba. A informação de que o senador esteve reunido com o dono do Mastr mesmo depois de sua prisão,
Essa nova “bomba” surgiu ao final da reunião e deixou perplexos os participantes do encontro. A informação enterrou de vez a primeira versão que havia sido inventada por Flávio Bolsonaro, de que não sabia de nada sobre as falcatruas de Daniel Vorcaro.
Ou seja, se antes de ser preso já não tinha a menor justificativa para a conversa entre os dois, pior ainda foi a visita de Flávio Bolsonaro ao banqueiro quando a Polícia Federal já tinha decretado a prisão do fraudador que deu um golpe de R$ 50 bilhões no mercado. Por ocasião da visita, o banqueiro inclusive já estava usando tornozeleira eletrônica, para não tentar fugir novamente.
A primeira desculpa inventada por Flávio, portanto, já estava desmoralizada. Ele pediu dinheiro ao banqueiro em novembro de 2025, ou seja, na véspera da prisão do dono do Master. O Brasil inteiro já sabia dos crimes de Vorcaro. Agora, vem a notícia, mais grave ainda, de que ele visitou o banqueiro ladrão em São Paulo, mesmo após a prisão e quando este já estava usando tornozeleira eletrônica.
A reunião piorou ainda mais a situação do senador. Uma reportagem da Folha de S. Paulo desta quarta-feira (20) afirma que dirigentes do “Centrão” consideram grave a informação de que Flávio Bolsonaro esteve com Daniel Vorcaro quando este já tinha tentado fugir do país e acabou preso.
O grupo considera que a revelação, que já havia complicado tudo, agravou a já delicada situação do presidenciável. O jornal paulista chama a atenção para a reação de integrantes de legendas como União Brasil, PP e Republicanos. Segundo a Folha, esses dirigentes afirmaram que as revelações recentes são só a “ponta do iceberg” do que ainda pode ser revelado sobre a relação deles.
Dirigentes partidários avaliam que ainda há muitas pontas soltas e perguntas sem respostas sobre a relação de Flávio com o ex-dono do Banco Master, diz o jornal. Dessa forma, preveem a divulgação de novos fatos sobre conversas e o destino do dinheiro investido pelo banqueiro no filme “Dark Horse”. Eles avaliam que essas revelações poderão render mais dores de cabeça ao pré-candidato do PL.











