Brasil e mais nove países exigem que Israel liberte ativistas sequestrados

Israel sequestrou outras flotilhas em águas internacionais (Foto: Josep Lago - AFP)

“Tais agressões, incluindo ataques contra embarcações e a detenção arbitrária de ativistas, constituem violações flagrantes do direito internacional e do direito internacional humanitário”, afirmam 10 chanceleres em declaração

O Brasil assinou, junto a outros nove países, uma declaração que exige de Israel a libertação de todos os ativistas que foram sequestrados, na segunda-feira (18), em águas internacionais.

A declaração afirma que o ataque de Israel contra a Flotilha Global Sumud se constitui numa violação dos Direitos Humanos e do direito internacional.

O documento é assinado pelos ministros das Relações Exteriores do Brasil, de Bangladesh, da Colômbia, da Espanha, da Indonésia, da Jordânia, da Líbia, das Maldivas, do Paquistão e da Turquia.

Os países “condenam, nos mais fortes termos, os renovados ataques israelenses contra a Flotilha Global Sumud, iniciativa humanitária civil e pacífica, destinada a chamar a atenção internacional para o catastrófico sofrimento humanitário do povo palestino”.

Os signatários “recordam, com profunda preocupação, as intervenções israelenses contra flotilhas anteriores em águas internacionais e condenam a continuidade de atos hostis contra embarcações civis e ativistas humanitários”.

“Tais agressões, incluindo ataques contra embarcações e a detenção arbitrária de ativistas, constituem violações flagrantes do direito internacional e do direito internacional humanitário”, continua a nota.

O Brasil e demais países se mostram preocupados “com a segurança e a integridade dos participantes civis da flotilha”

“Os Ministros ressaltam, ainda, que os repetidos ataques contra iniciativas humanitárias pacíficas refletem continuado desrespeito ao direito internacional e à liberdade de navegação. Conclamam a comunidade internacional a assumir suas responsabilidades legais e morais, garantir a proteção de civis e de missões humanitárias e adotar medidas concretas para pôr fim à impunidade e assegurar responsabilização por essas violações”, completa o documento.

A Flotilha Global Sumud tenta romper o cerco de Israel à Faixa de Gaza e levar ajuda humanitária para a população palestina que está sofrendo com escassez de alimentos e medicamentos básicos.

Quatro brasileiros faziam parte do comboio e estão presos. São eles: Beatriz Moreira, Ariadne Teles, Thainara Rogério e Cassio Pelegrini. Ao todo, Israel prendeu 428 pessoas de 40 países.

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