André Porciúncula, aliado de “bananinha”, que declarou R$ 164 mil em bens, é o verdadeiro dono do imóvel de R$ 3,6 milhões comprado no Texas com dinheiro de Vorcaro. Mais uma versão que cai por terra
A cada dia aparece mais um desmentido sobre as versões apresentadas por Flávio e Eduardo Bolsonaro em relação aos R$ 134 milhões que eles obtiveram junto ao banqueiro ladrão, e dono do Banco Master, Daniel Vorcaro.
O bolsonarista André Porciúncula, que quando morava no Brasil foi candidato a vereador e declarou possuir R$ 164 mil em bens, aparece agora em documentos revelados pelo jornal O Globo, como um dos responsáveis pelo trust que comprou a mansão de R$ 3,6 milhões no Texas. Ele confirmou ser o dono da casa comprada no por meio de um tal Mercury Legacy Trust. Ou seja, é mesmo o dinheiro de Vorcaro bancando o esquema político de Eduardo Bolsonaro nos EUA.
A PF já suspeitava que parte do dinheiro enviado por Vorcaro para os EUA, a pedido de Flávio, não só financiou o filme de Jair Bolsonaro, como garantiu a permanência de Eduardo Bolsonaro nos EUA para conspirar contra o Brasil.
A suspeita surgiu com a informação de que o advogado de Eduardo Bolsonaro nos EUA, Paulo Calixto, teria sido o administrador de um fundo, chamado Havengate, que foi criado para receber o dinheiro acertado entre Flávio Bolsonaro e Daniel Vorcaro.
Alpem disso, surgiu também a informação de que o advogado Paulo Calixto, que gerenciava o fundo Havengate, comprou, através de outro fundo, o Mercury Legacy Trust, também gerenciado por ele, um imóvel de R$ 3,6 milhões no Texas onde, por coincidência, reside Eduardo Bolsonaro.
Imediatamente Eduardo Bolsonaro veio a público negar que o imóvel fosse dele. Mas, agora vem a informação de que o ex-secretário de Fomento e Incentivo à Cultura do governo Jair Bolsonaro, André Porciúncula, que é aliado de Eduardo Bolsonaro, e que também foi para os EUA conspirar contra o Brasil, é o beneficiado do imóvel em questão.
O escândalo do áudio onde Flávio Bolsonaro aparece pedindo dinheiro a Vorcaro, depois de jurar que nunca tinha falado com o banqueiro, detonou a sua candidatura. Tanto ele quanto seu irmão saíram criando versões para tentar apagar o incêndio, mas elas sendo desmentidas uma a uma. A cada tentativa de explicação que o senador apresentou, pior ficou a sua situação.
Agora surge a mansão no Texas. O destino do dinheiro, além de servir para financiar o filme Black Horse, teria servido também para manter o esquema político do conspirador Eduardo nos EUA. A compra do imóvel pelo advogado de Eduardo fortalece a suspeita da PF de que parte do dinheiro que o Banco Master mandou para o filme de Jair Bolsonaro foi usado também para bancar Eduardo e seus aliados nos EUA.
Entre o valor que foi confirmado como tendo sido enviado por uma empresa do grupo Master (R$ 61 milhões) para o filme de Bolsonaro, mais a verba da Prefeitura de São Paulo, de cerca de R$ 100 milhões, com o mesmo objetivo, e ainda as emendas parlamentares – que também estão sendo investigadas -, a soma total do esquema chega a mais de R$ 200 milhões. Só para se ter uma ideia, o filme “Ainda Estou Aqui”, que ganhou o Oscar, custou R$ 56 milhões.
A admissão de que Porciuncula é o dono do imóvel do Texas surge depois que Eduardo tina desmentido ser dono do imóvel. O caso chamou atenção porque já era estranho Paulo Calixto aparecer associado ao Havengate Development Fund. Afinal, este fundo teria sido criado para receber o dinheiro enviado por Vorcaro. O mesmo advogado aparece também como responsável pelo Mercury Legacy Trust, outra estrutura que comprou o imóvel milionário no Texas. Tudo foi se interligando.
Em suma, a trama envolvendo Flávio Bolsonaro e o banqueiro Daniel Vorcaro é muito mais grave do que se supunha. Além do banqueiro ter acertado com Flávio Bolsonaro o envio de R$ 134 milhões – dos quais ele só teria enviado R$ 61 milhões – para supostamente bancar o filme de Bolsonaro, parece que o dinheiro serviu também para outras coisas. O que se vê agora é que, além do filme, os milhões do banqueiro ladrão – que está preso – financiou também a criminosa atuação de Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos contra o Brasil. A coisa é bem pior do que aparentava.











